Clube de Leitura: Guimarães Rosa e Chimamanda

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Em maio e em junho, nosso clube de leitura, Viagens Literárias, se rendeu literatura do “terceiro mundo” ou “dos trópicos”. Lemos em maio Sagarana, de Guimarães Rosa; em junho, Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie

Dentre nossos principais comentários sobre Sagarana, destacam-se:

  • Os contos humanizam os bichos, diminuindo a distância da condição entre ser bicho e ser humano;
  • Sempre há uma moral da história, como nas fábulas;
  • A escrita de Guimarães Rosa é muito regional, pode causar nostalgia em quem se identifica ou causar certa dificuldade aos que não são familiarizados com a cultura mineira;
  • Os “causos” contados parecem inverossímeis, quase realismo mágico, mas essas histórias fazem parte do imaginário e do cotidiano de quem vive em muitas cidades pequenas. 

Dentre nossos principais comentários sobre Americanah, destacam-se:

  • A escrita de Chimamanda é muito fluida, não cansa;
  • Os personagens são bem humanas, sem vilões e sem mocinhos;
  • O livro nos faz pensar nas diferentes formas de racismo pelo mundo afora e nas situações em que não há racismo, mesmo havendo negros;
  • A narrativa é super contemporânea, trata de questões do cotidiano atual;
  • A perspectiva do colonizado tende a idealizar a cultura dos imperialistas, que pode ser decepcionante, às vezes.

Vejam minha resenha de Americanah aqui.  

Próxima leitura do Viagens Literárias: São Bernardo, de Graciliano Ramos. Aguardem!

 Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente! 

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