Entendendo a mitologia: o mito de Pandora

0 Flares 0 Flares ×

Vimos no post sobre o mito de Prometeu que, por uma indevida partilha de qualidades entre os mortais feita por Epimeteu, Prometeu roubou o fogo dos deuses e o entregou aos homens, sendo punido por isso. 

+ Entendendo a mitologia: o mito de Prometeu

A punição não poderia ser sofrida apenas por Prometeu, já que Epimeteu foi quem deu origem à confusão. Para castigar o menos esperto dos irmãos, Zeus criou uma linda mulher. Isso é castigo? Sim. Veremos já.

Zeus pediu a Hefesto/Vulcano que moldasse uma mulher fascinante e irresistível. Para tanto, cada deus contribuiu com um atributo: Afrodite/Vênus deu o poder da sedução; Atena/Minerva, a arte da tecelagem; Hermes/Mercúrio, as artimanhas. Este deus último também a batizou Pandora (pan = todos, dora = presente). E esse presente foi dado a Epimeteu, aquele que pensa depois. Prometeu tentou dissuadi-lo, mas não houve jeito: Epimeteu já estava fascinado e até se casou com ela. 

 Eis a vingança de Zeus. Pandora levou consigo um presente dos deuses: uma jarra, também conhecida como caixa. A orientação era para que a caixa não fosse aberta, mas Pandora, com seu jeito mulher de ser, foi curiosa e abriu a caixa. Dentro dessa jarra/caixa estavam todos os males enviados pelos deuses. Assim, Pandora deixou escapar todas as desgraças que os homens ainda não conheciam: doença, guerra, velhice, mentira, roubo, ódio, ciúme etc. Mesmo tentando fechar a caixa rapidamente, não houve jeito porque todos os males já haviam se espalhado pelo mundo afora.

Na jarra/caixa só restou a esperança (porque é a última que morre). Esperança é um mal? Pode ser, sim, porque pode causar ilusão, resignação, dentre outros. Contudo, também pode ser vista como um bem, pois conforta e alivia.

Se você reparou alguma semelhança entre Pandora e a Eva da Bíblia, é isso mesmo: nos dois casos temos uma mulher como responsável pelos males da humanidade. Humpf!

Muito +

Veja toda a série Entendendo a Mitologia

Veja a série Foco nas Artes