História das receitas: madeleine

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Já ouviu falar na madeleine de Proust? Então, é sobre ela que falarei neste post. Ela não é uma mulher, apesar do nome, é um bolinho, ou um biscoito, ou uma bolacha… enfim, como quiserdes.

Embora tenha ficado bem famosa após o grande romance de Proust, Em busca do tempo perdido, a história da madeleine é bem anterior ao livro. 

Vamos à história!

Lorraine, França, século XVIII. O sogro do rei Luís XV, Stanilas Leszcynski, perde o reino da Polônia. Porém, como essa gente ao perder alguma coisa, ganha outra que às vezes é até melhor, ele é exilado no leste da França e recebe o ducado de Lorraine. Como um duque é um duque, fazia demonstração de riqueza dando festas luxuosas e recebendo convidados badalados. Num jantar, para salvar o fiasco de uma receita que tinha dado errado, a empregada Madeleine faz a receita de um bolinho que tinha aprendido com a avó. Por sorte Stanilas adorou o bolinho. 
 
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A receita desse bolinho acabou sendo levada à corte de Versalhes. Faz todo sentido porque o rei Luís XV era genro do Estanilas, casado com Marie, filha deste. Alguns dizem que foi o próprio Stanislas nomeou o bolinho sem nome como o nome da empregada; outros dizem que foi Luís XV e Marie que o fizeram. De todo modo, o que parece ser certo é que o bolinho surgiu na corte de Stanilas, foi nomeado com o nome da empregada que fez a iguaria e foi levado para a corte de Luís XV em razão de seu parentesco com o polonês.
 
O bolinho ficou muito conhecido em Commercy. Contam que no século XIX, os passageiros que paravam na cidade eram abordados por vendedoras ambulantes que ofereciam as madeleines. Será que Proust foi um desses passageiros?

Viagem na gastronomia, pois a vida pode ser mais gostosa!

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