História das receitas: tapioca

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 Em História das Receitas de hoje vamos tratar de um prato que parece bem brasileiro, pode ser comido segundo vários critérios: temperatura: quente ou frio: sabor: doce ou salgado e com vários recheios para cada opção; formato: de panqueca, de bolo, de pudim, de sorvete… Enfim, como a tapioca é versátil, não?

Primeira dúvida a sanar: tapioca é o prato ou é a farinha? As duas coisas. A tapioca é uma farinha feita do amido da mandioca, mas também as panquecas que são típicas da culinária nordestina, mas que já ganhou o Brasil todo.

A origem da tapioca é indígena. Logo quando os portugueses chegaram ao Brasil já encontraram os índios fazendo bijus com a goma da mandioca. Desde então, o uso da mandioca passou a ser constante na culinária brasileira. A tapioca resulta da fécula da mandioca quando espalhada por uma superfície quente, sofrendo coagulação e se transforma na panqueca que já bem conhecemos. Daí vem o nome “tipi’oka” = coágulo, em tupi.

Com a falta de pão do Brasil-colônia logo as senhoras portuguesas se renderam aos bijus.

Quando começaram a rechear essa panquequinha de biju? As escravas que vieram do noroeste da África, região onde era comum o cuscuz, ao chegarem ao Brasil tiveram que achar um substituto da sêmola utilizada no cuscuz. A substituição foi feita pela farinha de tapioca, e aos poucos elas acrescentando os ingredientes comuns no Nordeste: açúcar, coco etc. Como brasileiro tem criatividade para criar recheio de tudo que se pode imaginar, de lá para cá criou-se recheios de tapioca para todos os gostos. 

Hoje, a tapioca é considerada Patrimônio Imaterial e Cultural da cidade de Olinda (PE).

 Viagem na gastronomia, pois a vida pode ser mais gostosa!

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