História de São Paulo: a fundação da cidade

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 Quem se interessa pela cidade de São Paulo e sua história está acostumado a visitar onde tudo começou.

Dizendo de outra forma: costuma visitar o Páteo do Colégio.

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 Já fiz um post apenas sobre o Páteo do Colégio, onde exploro todas as partes, explico as construções anteriores do local etc.

+ Conhecer São Paulo: Páteo do Colégio

No mesmo local, costuma ser ignorado um monumento bem no meio da praça do Páteo: o monumento da fundação da cidade de São Paulo.

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Oficialmente conhecido como “Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo”, esse monumento com altura de 25,75m, é composto por um pedestal em granito cinza, de onde parte uma coluna em granito rosa polido.

O monumento começou a ser executado ainda na década de 1910, mas apenas em 1922  a Câmara Municipal cuidou da implantação dele no antigo Largo do Palácio (hoje Largo do Páteo). Porém, a cerimônia de inauguração ocorreu somente em junho de 1925.

Na base dessa parte rosa, em bronze em alto-relevo, vemos os indígenas em trabalho braçal, erguendo as primeiras casas da vila e a igreja.

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A figura feminina do topo foi feita em bronze e representa a Cidade de São Paulo coroando seus fundadores. Na mão direita, traz uma tocha, símbolo de amor eterno; na esquerda, um ramo de louros e uma foice, simbolizando a glória e o trabalho. 

Na base da coluna, temos a representação dos indígenas trabalhando, construindo as primeiras casas da vila que posteriormente se tornou a cidade de São Paulo.

Um pouco mais abaixo dos indígenas trabalhando, temos em alto-relevo, medalhões que estampam os perfis de autoridades da época: Martim Afonso de Souza, fundador da Vila de São Vicente; Mem de Sá, Governador Geral do Brasil de 1558 a 1572; Dom João III, Rei de Portugal entre 1521 e 1557; e o Papa Júlio III (1550 – 1555). Entre um medalhão e outro vemos vinhas e folhas. Tudo feito em bronze.

Abaixo da coluna rosa, temos um pedestal com quatro faces.

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Numa das faces, temos primeira missa, celebrada pelo Padre Manoel de Paiva, em 25 de janeiro de 1554, dia da conversão de São Paulo e da fundação da cidade (daí o nome que a cidade recebeu).20160915_135730

Na face oposta, vemos a catequese do Padre Anchieta junto aos indígenas.

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Numa das faces laterais, vemos a embaixada de paz por Anchieta e Manoel da Nóbrega junto aos índios Tamoios.

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Na outra face lateral, temos a defesa da vila pelo cacique Tibiriçá.

Não sei se vocês prestaram atenção, mais esse monumento realmente resume a história da fundação da cidade de São Paulo. Ficou alguma lacuna? Provavelmente sim, pois é um resumo; então vamos contar a mesma história de maneira também resumida, porém linear. 

Em 1553, os padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega subiram a Serra do Mar em busca de um local seguro para se instalarem e com o propósito de catequizar os índios. Quando chegaram no Planalto do Piratininga gostaram da temperatura fresca do local (parecida com a da Europa) e da boa água dos rios. Instalaram-se.

Na imagem acima temos a maquete do “Planalto do Piratininga”, região que passaria a ser conhecida como o centro da cidade de São Paulo. Percebam que boa parte do centro era formada por colinas e rios; hoje não mais.

Os padres construíram um colégio perto do Vale do Anhangabaú, do rio Tamanduateí, local onde hoje se encontra o Páteo do Colégio. Os religiosos celebraram uma missa no local no dia 25 de janeiro de 1554 (daí a data do aniversário da cidade). Apenas 157 anos após essa data Piratininga mudou de nome e tornou-se São Paulo, decisão ratificada pelo rei de Portugal.

Assim que se estabeleceram na cidade começaram o trabalho de catequização dos índios.

O primeiro e principal índio convertido e batizado foi o cacique Tibiriçá, chefe da aldeia de Inhampuambuçu. Tibiriçá tornou-se Martim Afonso.

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Além de catequizado e convertido a cristão, Tibiriça foi um “fiel escudeiro” dos jesuítas. Estabeleceu-se no local onde hoje se encontra o mosteiro de São Bento. A “lavagem cerebral” foi tão bem feita que, em 1562, Tibiriça defendeu os portugueses contra o ataque efetuado pelos índios tupi, guaianás e carijós, chefiados por seu sobrinho Jagoanharo.

Isso feito, seu fim não tardou. Em dezembro do mesmo ano, 1562, Tibiriça foi vítima de uma peste que assolou a aldeia e morreu. Seus restos mortais encontram-se na cripta da Catedral da Sé.  

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