Meus livros autografados

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Recuperei um post antigo para falar de meus livros autografados. Tenho muito mais do que vou mostrar aqui, mas são livros técnicos que, creio, não interessarão tanto. Vamos lá? Vou começar pelo principal.

Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago

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Tenho muito orgulho de ter conseguido um autógrafo nesse livro. Em 2003, Saramago participou de uma espécie de café filosófico na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Ele deu uma palestra, em que falou de política, livros de auto-ajuda etc. Nesse dia, ele anunciou que estava escrevendo Ensaio sobre a lucidez. Consegui meu autógrafo por acaso, relatei o fato na época por e-mail a alguns amigos: 

“Conseguir um autógrafo então, foi quase impossível. Acho que ele devia ter contratado alguns auxiliares para autografar também e usado carimbo, que é mais rápido. Quando estava chegando minha vez, não deixaram mais ninguém entrar. Houve maior “barraco” na porta. Pessoas gritando, xingando, implorando, querendo devolver os livros comprados e não-autografados, ameaçando denunciar a falta de organização da livraria aos jornais… E eu, que detesto participar de “barracos”, mas adoro assisti-los porque acho divertido, só fiquei observando até que escutei alguém comentar: “Ele está saindo ali no fundo”. Três pessoas e eu corremos, cheios de esperança, em sua direção até ele chegar no estacionamento. Já estava desistindo quando olhei para trás e o vi sacando sua caneta. Voltei correndo com o recém adquirido “Ensaio sobre cegueira” aberto e pedi: “Saramago, por favor!”. Ele pegou em minha mão e autografou meu livro. Fiquei radiante. Voltei à porta da livraria e o “barraco” continuava. Pensei “como esse povo perde energia a toa” e fui embora feliz com meu livro autografado”.

As intermitências da morte, de José Saramago

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Reparem que consegui o autógrafo no dia do lançamento mundial, 27/10/2005, no Sesc Pinheiros. Lembro-me perfeitamente que pedi um autógrafo ao Saramago, que olhou para mim e disse: “Não estou a autografar, minha filha”.

Amor para sempre, de Ian McEwan

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Esse autógrafo consegui na segunda edição da Flip (Festa Literária de Paraty), em 2004. Não conhecia o autor, mas a escrita dele me surpreendeu positivamente.

O passado, de Alan Pauls

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Consegui esse autógrafo também na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, não lembro a data, mas acho que era no lançamento livro no Brasil. Acho que esse livro ficou famosinho na época por causa do filme homônimo, estrelado por aquele ator alguma-coisa Gael.

O mundo de Sofia, de Jostein Gaardner

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Já disse em algum outro post que consegui esse autógrafo na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, em 2006 ou 2007, não lembro. O autor, anunciado com semanas de antecedência, estava lá, tentando dar conta da enorme fila de adoradores de O mundo de Sofia em busca de um autógrafo.

A biblioteca mágica de Bibbi Bokken, de Jostein Gaardner

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 No mesmo dia que consegui o autógrafo de O mundo de Sofia, também comprei esse livro para ter mais um livro autografado do autor. Fiquei com raiva por ter esquecido O livro das religiões em casa. Humpf!

Banquete com os deuses, de Luis Fernando Veríssimo

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Esse eu também consegui na segunda edição da Flip. Tem um post sobre essa Flip aqui.

O que faz o brasil, Brasil? de Roberto da Matta

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Consegui esse autógrafo depois de assistir a uma palestra do Roberto daMatta no Itaú Cultural, não lembro a data. Levei meu livro velhinho, comprado num sebo, e ele, gentilmente, o autografou sorrindo, por simpatia.

A invenção do futuro, de Gilles Lipovetsky

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Nesse livro tenho vários autógrafos. Tive a sorte de assistir à palestra no lançamento desse livro com vários autores: Jorge Forbes, Miguel Reale Júnior, Tercio Sampaio Ferraz junio, Gilles Lipovetsky e outros. O evento aconteceu na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos, em 2005. Vejam que tenho autógrafo em duas páginas.

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A sociedade pós-moralista, de Gilles Lipovetsky:

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No mesmo dia que consegui os autógrafos para A invenção do futuro, consegui para esse livro também. Pena que A terceira mulher estava em casa e não recebeu autógrafo.

Zero à esquerda, de Paulo Eduardo Arantes

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Mais um autógrafo conseguido na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em 2004. Fui no lançamento do professor de Filosofia da USP. Nesse dia, aconteceu um fato interessante: quando ele perguntou meu nome para autografar e eu respondi, ele me olhou espantado e disse: “É minha ópera favorita!”. Foi por isso o conteúdo do autógrafo acima: “À Carmem, outrora uma grande subversiva feminina. Don José que o diga”. Já assisti à ópera Carmen no Teatro Colón, em Buenos Aires (vejam relato aqui). Com esse autógrafo, fiquei me sentindo a tal.

Em 2015 fui num evento do qual participava José Eduardo Agualusa, evidentemente não pude deixar de pedi um autógrafo em Estação das chuvas

As teteias mais recentes estão por conta de Valter Hugo Mãe, um fofo, realmente muito simpático e atencioso. Numa sessão de autógrafos na Livraria Cultura do Conjunto Nacional ele assinou dois livros meus.

Acima, A máquina de fazer espanhóis, abaixo, Homens imprudentemente poéticos. Reparem que ele mudou de caneta por conta da cor do papel! É muita atenção e fofura…

Reparei que a maioria dos autógrafos que tenho são de autores estrangeiros: Lipovetsky, apesar do sobrenome russo, é francês; Alan Pauls é argentino; Saramago é português; Jostein Gaardner é norueguês; Ian McEwan é inglês; Agualusa é angolano; Valter Hugo Mãe é português. 

No vídeo abaixo, esqueci de falar do livro do da Matta, mas comento bem todos os outros. Confiram!

 Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!

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