Parada em Paris, n.3: Les Halles e Marais – parte II

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Na primeira parte do PeP, n.3, eu disse que tinha ido a um lugar, mas que voltaria em outro momento. Pois é, voltei ao Centre Georges-Pompidou para visitar o…

Museu de Arte Moderna

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Nesse museu há um andar dedicado à arte moderna, de 1905 aos anos 1960, e outro dedicado à arte contemporânea, de 1960 aos anos 2000. Como já disse antes, a arte moderna é minha preferida. Como também já disse antes, não me identifico com a arte contemporânea; gosto apenas de uns 20% do que vejo e olhe lá. Como sorte para mim é uma lenda, o andar de arte moderna estava fechado, mas o de arte contemporânea estava todo lá: espaçoso e com muita coisa esquisitinha. Tive que me contentar em perambular pelas instalações e objetos agressivos.

Mas nem tudo está perdido, na região também há o…

Museu Cognacq-Jay

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Nesse museu há obras do século XVIII, como mobiliário, esculturas e quadros. Ele foi criado a partir da coleção particular de Cognacq e de sua esposa Jay, ambos amantes da arte do século XVIII. Os destaques são para os quadros de Fragonard e Canaletto.

Esse museu é despretencioso, no contexto de Paris, ele não surpreende nem positivamente e nem negativamente. É justo e honesto.

Para salvar este post, valeu muito a visita a um outro museu, que fica próximo ao Georges-Pompidou. Refiro-me ao…

Museu de Arte e História do Judaísmo

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Esse é um museu que olhando por fora não damos nada a ele, mas é muito bom. Ele é bem maior do que parece, é super bem organizado e não é decadente como nos faz pressupor sua fachada. Até o audioguia é gratuito.

Tem muita coisa legal aqui. Pena que não podia fotografar. O museu traça a vida da comunidade judaica da França, contando sua história e cultura por meio de vários objetos, exposições fotográficas e quadros. Vi uns dois Chagalls lá.

Para mim, o ponto alto foi a parte dedicada ao Caso Dreyfus, um oficial que foi acusado de trair a França e de ter fornecido informações aos alemães. Eu estudei esse caso na faculdade várias vezes. O Dreyfus era inocente, e ficou evidente que foi considerado culpado apenas por ser judeu. Vários artistas da época defenderam o Dreyfus, dentre eles, o mais famoso foi Emile Zola, que escreveu o famoso J’accuse. Esse caso ganhou muita repercussão na época e rendeu uns 6 anos. Nos jornais eram publicadas várias charges e textos a respeito. No museu há exemplares de algumas dessas publicações. Muito legal!

Rapidinhas

Devo confessar que tenho uma relação de amor e ódio com os audioguias. Eles nos ajudam a compreender melhor o contexto das obras, mas o áudio é muito longo, fica cansativo.

Só agora descobri porque quando cheguei do aeroporto a Paris tive que caminhar tanto, com mala rodas quebradas e um calor louco: tive que descer na estação Chatelet, a maior estação subterrânea da Europa. O pior que tenho que descer nela umas duas vezes por dia para fazer baldeação entre um metrô e outro. Gasto uns 15 minutos da plataforma de desembarque à de embarque.

Muito +

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