Parada em Paris: pausa para reflexão: espaços culturais

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Se há algo em abundância em Paris são espaços culturais, principalmente museus. A percepção desse fato me fez analisar melhor as estruturas e refletir melhor sobre elas. Eis minhas reflexões:

Paris, França

Os franceses valorizam muito espaços culturais, como bibliotecas, museus e que tais. Creio que essa relação se explica por dois fatores. O primeiro deles: os franceses são colocados em contato, desde pequenos, a esses espaços, que são sempre muito bem estruturados e acolhedores. Os dispositivos culturais daqui tem espaços para mediação cultural, recepção de grupos de estudantes, bibliotecas ou midiatecas, cafés, restaurantes, jardins, dentre outras coisas. Além disso, ainda há programação de eventos (palestras, conferências etc.).

O segundo fator está relacionado ao que eu já disse no outro post Pausa para Reflexão: de modo geral, os franceses são conservadores, eles cultuam o passado. E o processo de construção de conhecimento necessita mobilizar passado, presente e futuro. Os franceses sabem bem disso. Assim, na relação dos franceses com esses espaços percebemos domínio e apropriação, o que é perceptível pelo comportamento, pela postura diante das obras, pelos comentários e, principalmente, pela frequência. Os inúmeros espaços culturais de Paris estão sempre cheios, não apenas de turistas, a estes interessam poucos e específicos lugares. Parece-me que um francês vai a uma exposição com os mesmos ânimo e frequência que os brasileiros vão ao cinema assistir a um filme que é estouro de bilheteria.

Fiz referência apenas aos franceses porque estou aqui por mais tempo, mas tudo isso que disse pode ser estendido aos holandeses, aos ingleses e a outros.

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