Paranapiacaba, a vila inglesa

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 Uma opção de passeio de um dia para quem mora em São Paulo é Paranapiacaba, uma vila fundada por trabalhadores ingleses numa região próxima à Santo André. 

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Antes de continuar, vejam algumas imagens do local.

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Como eu estava dizendo, essa vila, distrito de Santo André, surgiu da necessidade dos funcionários da companhia de trem inglesa São Paulo Railway fixarem residência. É por isso que você está vendo muitas imagens de trens.

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No post sobre a Estação da Luz expliquei um pouco esse contexto da São Paulo Railway, que, no final do século XIX, construiu as linhas de ferro para  transporte de cargas e pessoas, ligando o interior paulista ao porto de Santos e vice-versa. 

Chegando à vila, temos essa imagem símbolo:

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 Seria uma lembrança do Big Ben? Comparemos:

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 Excetuando a forma vertical e o relógio do topo, nada a ver. 

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 Dando uma volta pela cidade, percebemos o estilo das casas inglesas do final do século XIX.

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Devo avisar que a cidade tem uma parte alta e outra baixa. Vejam algumas imagens da subida.

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Na parte alta, temos a Igreja Senhor Bom Jesus de Paranapiacaba.

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Na parte alta é só isso. Ou melhor, há também um cemitério, mas lá eu não fui.

Voltando para a parte baixa, vemos alguns estabelecimentos que precisamos ler a identificação para descobrir o que é. Vejam o Posto Médico…

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  a Biblioteca,…

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 E há também outros espaços, digamos, culturais. Vamos a eles:

Museu do Castelo

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Esse museu localmente famoso é o ponto mais alto da parte baixa. Era a casa do engenheiro chefe. Chefe necessita ter visão ampla, né? Atualmente, não há muito o que ver lá dentro, mas na visita guiada nos explicam direitinho como as coisas funcionavam na época.

Casa da Memória

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Não entendi muito bem a que memória se referem, pois aqui vi pouca coisa exposta. Mas foi legal entrar nessa casa antiga e geminada para ver de perto como os operários eram alojados.

Museu Funicular

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 Esse museu é, na verdade, uma antiga casa de máquina desativada. 

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Aqui, até teria um acervo para mostrar, mas nada é organizado ou identificado.

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Vejam mais imagens.

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 Passamos de um barracão a outro e ficamos à vontade. 

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Buscando o sublime no grotesco, capturei algumas imagens.

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Não sei se perceberam que a cidade parece um pouco abandonada, né? Pareceu-me que tudo a que se refere a estrada de ferro está abandonado. É uma pena. Poderiam cuidar mais da cidade para que ela se torne mais turística.

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Anualmente, em junho, acontece o Festival de Música de Paranapiacaba, evento que acontece em toda a cidade. Por aqui também há encontros de bruxas, gnomos e outros que tais. Acho que o clima ajuda, né? Reparam que há uma neblina que lembra o fog londrino?

Uma festa que me deu vontade de ir é a do cambuci, uma frutinha que parece ser uma das principais produções locais. 

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Cambuci é uma fruta verde bem fibrosa que imagino que não deva agradar à boa parte das pessoas que a experimenta. Mas eu gostei.Há um montão de coisa aqui que é feita de cambuci, sorvete, suco, pinga, licor…

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Paranapiacaba também é um região para quem aprecia o ecoturismo. Há trilhas guiadas pela Mata Atlântica afora.

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 Enfim, é uma cidade charmosa, bonitinha, mas não tem muita coisa para ver. 

Bula: Como chegar a Paranapiacaba

Não há apenas uma forma de se chegar a Paranapiacaba, mas a mais prática (pensando em transporte público) é via Expresso Turístico, um trem que sai da Estação da Luz e vai direito para a vila. Como é turístico, o compasso é de marcha lenta para que possamos apreciar a paisagem. Mas já aviso que não há muita beleza para ver nesse trajeto. O valor do ingresso é por volta de R$35,00 (ida e volta). O trajeto dura quase 2h. 

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Vejam como o trem é por dentro: antiguinho e restaurado para manter o charme.

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Se tiver interesse no expresso, consulte, com bastante antecedência, o site para ver disponibilidade de vaga.

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