Resenha: A cor púrpura (Alice Walker)

A cor púrpura, Alice Walker
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Dessa vez, vou tratar de uma história tocante, que também foi representada nas telas do cinema:

A cor púrpura, de Alice Walker

O enredo

Sul dos Estados Unidos, primeira metade do século XX. Celie é uma mulher negra que foi forçada a se casar com um senhor mais velho, Albert, que já tem filhos adultos. Ela é maltratada, apanha por bobagem, mas é resignada, naturaliza os acontecimentos e não percebe que sua condição de vida é injusta. Isso porque esse é o tipo de vida que conhece desde sempre, pois já na pré-adolescência foi estuprada pelo pai e teve dois filhos com ele.

Albert é apaixonado pela Sugar Avery, uma cantora exuberante que acaba por ir morar com ele e Celie. Esta fica deslumbrada com a cantora, que inicialmente a despreza, mas aos poucos vai se interessando por Celie e a ensina a se perceber como mulher, pessoa com emoções, direitos e desejos.

A narrativa

É um romance epistolar, com missivas, primeiramente, de Celie para Deus, depois de Celie com sua irmã. Detalhe: Celie é semianalfabeta, o que significa dizer que além de a grafia não corresponder aos padrões da norma culta, o modo como conta sua história é muito intimista, obedecendo pouco a padrões estabelecidos de gêneros textuais. Com tudo isso, a forma de narrar corrobora o conteúdo da história contada. Forma e conteúdo alcançam uma unidade.

Minhas impressões e expressões

É uma história tocante! É muito fácil se comover ou se identificar com Celie. O curioso é que sua situação não é apresentada como condição predominante do papel feminino, já que há o papel de Sugar Avery, totalmente liberal e altiva, também há nora d e Albert, que se impõe ao marido e a própria irmã de Celie, que foi para África, ser missionária, situação que revela certa autonomia feminina. Mas Celie não era assim, mal se percebia como gente. Até Sugar Avery ajudá-la na tomada de consciência. 

Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!

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