Resenha: A dama das camélias (Alexandre Dumas Filho)

A dama das camélias, Alexandre Dumas Filho
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Já abordei livros do pai por aqui, agora vou falar de uma produção do filho:

A dama das camélias, de Alexandre Dumas Filho

O enredo

Paris, meados do século XIX. A elegante cortesã, Marguerite, tem uma vida luxuosa, pois é mantida pelos homens da elite da burguesia francesa. As cortesãs fazem parte do “arranjo social” desse momento e funcionam como troféus de burgueses em ascensão. Mas Armand acaba se apaixonando por ela, que também se apaixona por ele. Essa história de amor é improvável por conta da condição social dos dois: ela pode ser amante, mas não esposa. O pai de Armand pede à Marguerite para abandoná-lo como prova de amor. Ela faz isso. Ao sacrificar seu amor, Marguerite passa a ser bem vista pela sociedade moralista, que considera o ato como uma redenção.

É uma história de amor romântica, o que significa dizer que é dramática, logo, nem preciso dizer como termina, né?

A narrativa

A história é contada como o é a maioria das histórias contadas no século XIX: um que conta a história do outro jurando ser testemunha ocular dos fatos. A maior parte da história é contada por um amigo de Armand, logo, é em terceira pessoa.

Minhas impressões e expressões

Essa é uma das histórias mais famosas do século XX, reparem que eu disse história, não livro. Isso porque foi adaptada ao teatro pelo próprio autor, virou ópera etc. Agradou as elites e o povo. O fato de ser um pouco autobiográfica deve ter ajudado, mas acredito que o que explica melhor o sucesso é a moral burguesa cristã, que gosta de determinar como “as coisas têm que ser” e como “as pessoas têm que se comportar”. Creio que várias novelas da Globo foram baseadas nessa história. Também acho que Lucíola, de José de Alencar, contou a mesma história.

Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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