Resenha: A insustentável leveza do ser (Milan Kundera)

A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera
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Dessa vez, venho tratar de um livro com título lindo e com história bem original. Refiro-me a…

A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera

O enredo

Praga, República Tcheca, década de 1960. Tomas, um médico bonito, separado da esposa e totalmente desconectado do filho, costuma ter envolvimentos amorosos, fluidos e passageiros. Até conhecer Teresa. Apesar de se apaixonar por Tereza, ele continua a ter outros envolvimentos amorosos, principalmente com Sabina.

Sabina assim como Tomaz, é desapegada no que diz respeito a relacionamentos. É amante de Tomaz, mas também se envolve com Franz. E com quem mais lhe apetecer.

Tereza depois que conhece Tomaz no restaurante onde trabalha, vai atrás dele em Praga. Eles vivem juntos. Ela descobre as traições dele e se magoa. Ele sofre por magoá-la, mas não consegue deixar de traí-la. 

Franz larga a esposa para ficar com Sabina, por quem é apaixonado. Ele sabe dos envolvimentos amorosos de Sabina, mas ainda assim continua com ela.

Tomaz e Sabina buscam a leveza de relacionamentos livres, independentes, voltados “ao que ainda está por vir”. Teresa e Franz são o peso, são as emoções que prendem e deixam a leveza insustentável. O sexo é a argamassa, tanto do peso quanto da leveza.

Paralelamente a esses encontros e desencontros amorosos, temos o clima de opressão em razão da invasão da Rússia, em 1968. O personagem Tomaz é quem mais sente essa questão política, pois é interrogado e também não consegue mais trabalhar como médico.

Além de política, também há filosofia, que já percebemos no título. As teorias de Parmênides e de Nietzsche são bem visitadas nessa obra. A leveza do título se refere à teoria de Parmênides. Nietzsche entra com a teoria do eterno retorno.

A narrativa

O livro é narrado em terceira pessoa por um narrador onisciente que muitas vezes parece filosofar com  as questões já abordadas no título e que permeiam o comportamento dos personagens.

Minhas impressões e expressões

Temos a questão da leveza e do peso sendo contraposta todo o tempo, seja nas relações entre os personagens, na política ou na filosofia. 

Os personagens são solitários que não encontram, um no outro, nenhum conforto ou tranquilidade. Há união, mas não há comunhão. Peso e leveza não se equilibram. Os que tentam fugir do peso também não alcançam a leveza. É uma busca de plenitude que não se sustenta. Os que representam o peso parecem viver em subúrbios emocionais. 

É um livro sobre escolhas, sexualidade, opressão, busca, acaso e solidão.

Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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