Resenha: Adeus tristeza (Belle Yang)

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Meio que na esteira de Maus, de Art Spiegelman (ver resenha aqui), a HQ de que vou tratar neste post, também é biográfica, conta a história dos ancestrais da autora. Refiro-me a…

Adeus tristeza, de Belle Yang

O enredo

Vivendo nos Estados Unidos, Belle passa um tempo com os pais para se livrar de um ex-namorado violento e pegajoso. Como está impossibilitada de fazer uma série de coisas, pede a seu pai para contar a história da família, desde quando os antepassados mais remotos habitaram a região em que viviam, na China. O relato de seu pai se centra na história de seu avô e seus filhos durante a década de 1940 na China. A família sente os impactos da disputa entre os nacionalistas e os comunistas, com a vitória desses últimos. O destino de cada membro da família foi duramente afetado durante essas disputas políticas.

A narrativa / O desenho

A narrativa é feita de forma sincrônica (tempo presente com a história de Belle e seu ex-namorado pegajoso) e diacrônica (relato do pai sobre tempo passado). Não gostei muito da transição entre os dois tempos de narração, pois as passagens não são bem marcadas e muitas vezes me confundi.

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Gostei do traço, apesar de o desenho ser em P&B, não é difícil identificar os personagens. Além disso, a expressividade é bem marcada.

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Minhas impressões e expressões

Como li essa HQ logo após de ter lido Maus, de Art Spiegelman, acho que mesmo sem querer acabei comparando as duas obras. Aí, Adeus tristeza perdeu na comparação. Sei que é injusto comparar, mas a gente faz isso o tempo todo, fazer o quê? Essa história não me envolveu muito e por vezes a achei cansativa. Por outro lado, não posso deixar de dizer que é bem interessante aprender um pouco mais sobre a cultura oriental, da qual conheço bem pouco.

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Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!