Resenha: Admirável mundo novo (Aldous Huxley)

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 Ainda na vibe das distopias, trago um livro clássico do gênero. Com vocês…

Admirável mundo novo, de Aldous Huxley

O enredo

Futuro indeterminado e ambiente distópico. As pessoas são fabricadas em laboratórios e com pré-condicionamento biológico que ajuda a compor uma sociedade por castas, organizada por classificações que designam os alfas, os betas, os gamas etc. A alimentação é controlada e dosada. Também há um controle psicológico por meio de propagandas ideológicas. Tanto controle é para condicionar as pessoas à harmonia social. Nessa sociedade não há famílias, há estímulo para manutenção de vários parceiros ao mesmo tempo, não há gravidez e não há tristeza (quando algo começa a desagradar, as pessoas tomam um comprimido para ficarem bem). Não há afetividade entre as pessoas, que são orientadas/direcionadas à produção. “Cada um pertence a todos”, é o lema. O deus desses seres é Ford (Henry Ford), tanto que os períodos são divididos a.F. e d.F.

Nesse contexto, Bernard Marx se sente fora do padrão, é insatisfeito porque é fisicamente diferente dos membros de sua casta e porque pensa de modo diferente, não se sente muito confortável com os hábitos dos outros. Num passeio com Lenina, moça com quem estava saindo, Bernard vai a uma reserva (como nossas reservas indígenas), onde vivem pessoas com costumes considerados selvagens, mas que são os costumes de uma realidade não distópica, como a que vivemos. Isso quer dizer que nessa reserva as pessoas pretensamente são monogâmicas, famílias são constituídas, filhos são paridos etc., enfim hábitos selvagens e não higiênicos para os membros do mundo distópico. 

Nessa reserva, a Malpaís, Bernard e Lenina conhecem Linda e seu filho John. Numa visita à reserva, a jovem Linda, que pertencia ao mundo distópico, foi abandonada pelo rapaz com quem saía e não poder retornar porque estava grávida de John. Ao conhecer a história desses dois, John ficou interessado em levá-los para sua sociedade civilizada. A ida desses dois elementos estranhos, que estavam muito interessados no mundo civilizado, teve um grande impacto para ambas as partes. O admirável mundo novo que John acreditou que fosse a sociedade civilizada revelou-se bem diferente do que ele havia imaginado. 

A narrativa

 O texto é narrado em terceira pessoa por um narrador onisciente que tudo sabe, mas nada opina.

Minhas impressões e expressões

É uma história clássica que nos faz refletir sobre controle, bioética, “progresso” científico, mundo idealizado. O livro é bem importante, mas confesso que achei que fosse gostar mais do que gostei. Não que seja problema do livro, eu é que devo ter criado muita expectativa, né?

Vejam minhas impressões e expressões sobre o livro no vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=QYY4iCM4tXU

Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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