Resenha: Angústia (Graciliano Ramos)


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Saindo um pouco de literatura brasileira do século XIX, venho apresentar uma leitura um pouco mais contemporânea. Com vocês…

Angústia, de Graciliano Ramos

O enredo

Luiz da Silva, funcionário público, 35 anos, solteiro. Vive sozinho com sua empregada, Vitória; sua vida é estável, tranquila. Tudo nos conformes até duas pessoas começarem a participar da vida dele Julião Tavares e sua vizinha Marina. Daquele, Luiz não gosta nem um pouco; desta, ele gosta bastante. A implicância de Luiz em relação a Julião Tavares se dá em vários aspectos: a situação econômica de Julião é melhor do que a dele; Julião é bem menos bronco do que ele e por aí vai… Já Marina desperta o desejo de Luiz; apesar da futilidade dela o incomodar, a aparência dela o agrada. Luiz e Marina se enroscam, ele fica assanhado, e ambos planejam se casar. Luiz tem pressa. As coisas estão nesse ritmo, até Julião entrar na estória e se interessar por Marina; e ela parece corresponder. O ódio de Luiz por Julião vai sendo azeitado a ponto de atordoá-lo profundamente, até que ele decide resolver a situação.

A narrativa

O livro é narrado em primeira pessoa pelo próprio Paulo da Silva. Temos uma narrativa marcada pelo monólogo interior. Qual é mesmo o título do livro? Pois é, a angústia de Luiz torna a narrativa quase concreta, de modo que o leitor se sente angustiado também. Graciliano Ramos é mestre na arte de narrar, basta lembrarmos de Vidas Secas.

Minhas impressões e expressões

Gostei mais dessa obra depois que concluí a leitura do que enquanto estava lendo. A forma de narrar, por vezes arrastada para dar o efeito almejado, por vezes me incomodava. A linguagem coloquial nordestina também ajuda a incrementar a situação.

É um bom livro, mas se sentir aliviado ao finalizado, não se espante, creio que a proposta é essa: dividir a angústia do personagem com o leitor.

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Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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