Resenha: Antígona (Sófocles)

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Mais uma tragédia grega para minha coleção. Adoro! Dessa vez vou tratar de…

Antígona, de Sófocles

O enredo

Antígona, filha de Édipo e de Jocasta, briga pelo direito de enterrar seu irmão, morto em conflito com o outro irmão, numa disputa pelo trono de Tebas. Os irmãos se mataram mutuamente, mas um foi considerado defensor de Tebas; o outro, traidor. A este, por sua condição, não foi autorizado um enterro digno, ficando seu corpo a céu aberto sendo devorado por aves de rapina. A proibição do enterro foi cumprida porque Creonte, tio de Antígona e seus irmãos, subiu ao poder e decretou essa proibição. Indignada com essa situação, Antígona decide enterrar, com suas próprias mãos o irmão porque segundo a lei dos deuses, quem não tiver um enterro digno ficará zanzando por 100 anos às margens do Hades, o rio que leva ao inferno. Antígona é presa no ato do enterro e levada a Creonte, que manifesta a decisão de puni-la com morte em razão da desobediência, mesmo ela sendo sua sobrinha e noiva de seu filho. A melhor parte da estória vem agora: Antígona manifesta saber que pagaria com a vida, mas defende o direito de um cidadão ser enterrado decentemente porque essa é a lei dos deuses, que deve ser superior à lei dos homens. Bem, o resto podemos adivinhar porque é uma tragédia grega, gênero em que não sobra quase ninguém para contar a estória.

A narrativa

É uma peça de teatro, logo, o texto é composto por diálogos.

Minhas impressões e expressões

Gostei muito da obra. Percebam que Antígona não defendeu o direito de seu irmão, situação particular, mas de um cidadão ter um enterro digno. É a defesas dos interesses coletivos em detrimento ao interesse privado. Ô inveja de uma realidade assim!

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Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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