Resenha: As cidades invisíveis (Italo Calvino)

0 Flares 0 Flares ×

Venho tratar de um livro da vida, é fininho, mas de peso, emblemático e orientador. Refiro-me a…

As cidades invisíveis, de Ítalo Calvino

O enredo

Durante o século XIII, o viajante Marco Polo narra a seu soberano, Kublai Khan, as cidades que conheceu durante suas viagens. Cada cidade tem o nome de uma mulher e é caracterizada de modo metafórico, subjetivo e existencial. São cidades imaginárias, mas que, ao mesmo tempo, também pode ser qualquer uma que a gente conhece. Muitas vezes, não se trata da cidade em si, mas do comportamento dos habitantes da cidade, o que ajuda a definir a cidade; o contrário também é verdadeiro: a cidade, com suas características peculiares, ajuda a definir seus moradores.

Os capítulos são associações entre cidades e: memória, desejo, mortos, céu, nomes etc. Essas rubricas se repetem em outros capítulos, mas o sentido de cada uma se altera a cada capítulo.

DSC_0805

 A narrativa

Há dois tipos de narrativas nesse livro, os diálogos entre Khan e Marco Polo, que iniciam as partes do livro e os relatos de Marco Polo. É curioso que o relato de Polo, mesmo sendo em primeira pessoa,  parece ser o relato de uma fábula, o que nos ajuda a acreditar que as cidades invisíveis são imaginárias. Será?

Minhas impressões e expressões

Que livro maravilhoso! As metáforas que encontramos nele nos faz refletir sobre nossas concepções, nosso cotidiano, nosso comportamento… As conversas entre Kublai Khan e Marco Polo são verdadeiros diálogos filosóficos. Quanto ao último parágrafo, podemos mentalizá-lo como um mantra para a vida toda. Incrível! 

Veja abaixo o vídeo que fiz comentando a obra:

Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente! 

Muito +

Veja mais resenhas de literatura italiana

Veja mais posts sobre textos de Italo Calvino