Resenha: Calígula (Albert Camus)

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Não, não é uma história sobre perversão sexual. Mas é uma história sobre perversão moral. O Calígula de Camus é muito político. E louco. Antes de tratarmos da obra, um pequeno resumo sobre Calígula.

Calígula (12 d.C.-41 d.C.) foi o terceiro imperador romano e um dos doze césares. Seu reinado durou de 37 d.C. a 41 d.C. Era conhecido por sua excentricidade e crueldade, além da perversão sexual. Mas, acredito, que sua perversão sexual é apenas um braço da perversão moral, que beira à loucura. Mantinha relações incestuosas com as irmãs e governou o império de maneira altamente centralizada, despótica. 

O enredo

O imperador Calígula, após a morte de sua irmã, com quem supostamente mantinha uma relação incestuosa, apresenta sua faceta cruel, excêntrica e desajustada. Age de maneira absurda e desleal, comete assassinato de seus próximos e de parentes de seus próximos, motivando a revolta destes.

A narrativa

É uma peça de teatro, o que significa que o texto é composto apenas por diálogos, o que dificulta a compreensão sobre quem é quem na história. Para entender melhor o texto, sugiro antes da leitura, uma pesquisa sobre esse imperador.

Minhas impressões e expressões

Como já disse antes, o Calígula de Camus é um pervertido moral. Para ele, parece não haver respeito a noções de lealdade, justiça, piedade etc. Esse comportamento o torna solitário, o que acentua ainda mais sua loucura. O desespero por não saber lidar com a perda da irmã o transforma num desregrado que parece buscar seu próprio fim. Parece-me que essa falta de maturidade em lidar com frustrações e perdas somada ao um poder desmedido o transformou num déspota suicida. 

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Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente! 

Muito +

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