Resenha: Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)

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Dessa vez, venho tratar de uma das principais distopias do século XX:

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

O enredo

Estados Unidos, futuro distópico e não preciso todos os livros são proibidos. É função dos bombeiros, ao invés de apagar incêndios, queimar livros mantidos ilicitamente. No capacete dos bombeiros há um número: 451, a temperatura, na escala fahrenheit, em que os livros pegam fogo. Mas por que os livros são proibidos? Porque os livros ajudam a formar opinião, a desvelar um mundo desconhecido, com ideias desconhecidas, fomentam a construção de conhecimento próprio e mostram outras realidades. Assim como os livros, todas essas condições mentais citadas também são proibidas. O clima é de controle intelectual e de culto ao hedonismo inconsequente. Neste contexto, o bombeiro Montag, um funcionário cumpridor de seus deveres, começa a se inquietar com a realidade em que está inserido em razão de pequenas interferências: Clarisse, sua nova vizinha que tem perfil questionador e liberdade de pensamento; a leitura acidental de um trecho de livro “O tempo adormeceu sobre o sol da tarde” enquanto cumpria suas funções; a mulher que prefere morrer junto a seus livros em vez de abandonar a casa e os deixar queimar. Todos esses fatos estimulam Montag, que passa a reconsiderar sua vida, seus ideais, e sua noção de felicidade. Seu chefe, o capitão, diz que a sociedade, num determinado passado, procurava a felicidade e por isso suprimiu a literatura, tirando proveito disso, o governo proibiu o livros. Aos poucos, Montag começa a esconder alguns livros em casa, na esperança de poder decorá-los. Ele conhece um grupo de pessoas que, em ato de rebeldia, pensa como ele. Um novo horizonte se abre.

A narrativa

O livro é narrado em terceira pessoa, por um narrador onisciente, quase imperceptível.

Minhas impressões e expressões

Ao contrário do que muitos pensam, esse livro é uma crítica à sociedade do consumo e anti-intelectual, não a um governo totalitário. O autor praticamente fez uma ode à literatura, pintando um quadro em que a ausência dela seria tenebroso.

Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!

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