Resenha: Grande sertão: Veredas (Guimarães Rosa)

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Não pude deixar de reler uma das obras máximas da literatura brasileira:

Grande sertão: Veredas, de Guimarães Rosa

O enredo

O jagunço Riobaldo conta uma história ocorrida uns trinta anos antes, época em que ele e um grupo de jagunços resolveram livrar o sertão das garras de Hermógenes e os seus. Esse conflito se dá porque Hermógenes e seu bando matou um dos homens mais bem considerados dentre os jagunços. Como um de seus companheiros de “travessia” está Diadorim, jagunço com lindos olhos verdes por quem Riobaldo se apaixona. O processo de apaixonamento de Riobaldo por Diadorim é uma das coisas mais linda de nossa literatura. Além de sua paixão por Diadorim, coisa que o atordoa, Riobaldo não é corajoso, apesar de ser jagunço. Por ter medo, ele faz um pacto com o diabo, apesar de ser bem religioso, para vencer o conflito final com o bando de Hermógenes.

A narrativa

A história é narrada em primeira pessoa por Riobaldo, com todo seu neologismo e “mineirês”. Ele tem o total domínio do que vai narrar, criando suspense e tensão narrativa.

Minhas impressões e expressões

Riobaldo é um jagunço reflexivo, que observa e questiona a própria realidade. Uma personagem fora do lugar, que,  ao mesmo tempo em que está num ambiente rústico, vê beleza e poesia no cotidiano, além de extrair sabedoria de tudo que experiencia. Sua sensibilidade é tanta que se apaixona por um homem. 

Nesse romance totalmente ambíguo, lidamos com os conflitos de um jagunço reflexivo que: apesar de ter uma noiva, se apaixona por um homem; é religioso, mas faz um pacto com o diabo. Os conflitos de Riobaldo podem ser resumidos na disputa entre o bem e o mal. Embora esses valores sejam relativos, a depender de quem os julga.

Esse é um livro que fica melhor a partir da segunda leitura, pois há tantos detalhes para perceber, interpretar e se deliciar que uma leitura apenas não basta. Veja o vídeo abaixo com minhas impressões e expressões sobre essa obra magnífica.

Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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