Resenha: Grandes esperanças (Charles Dickens)

Grandes Esperanças, de Charles Dickens
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Pela primeira vez, trago uma resenha desse autor já bem conhecido meu, mas pouco comentado por aqui.

Grandes esperanças, de Charles Dickens

O enredo

Inglaterra, século XIX. Pip é uma criança/pré-adolescente que mora com a irmã e o cunhado, Joe. A irmã o maltrata, mas o cunhado é seu amigo. Em meio a todas essas agruras, Pip encontra um presidiário fugitivo, que pede sua ajuda; o garoto não compreende muito bem a condição desse estranho, mas o ajuda.

Um dia, Pip recebe um convite de uma rica, sra. Havisham, que o chama para brincar em sua mansão. Ele começa a frequentar a casa dessa senhora e desde a primeira vez que vai até lá encontra a sobrinha dela, Stella, por quem se apaixona. Stella começa a maltratá-lo sempre que pode: zomba de suas roupas, o humilha e o considera inferior.

Não há muita perspectiva para Pip, estava fadado a exercer o mesmo ofício de Joe, que é ferreiro. Porém, quando ele começa esse trabalho, sua vida muda completamente: recebe uma grande quantia de dinheiro para se educar para tornar-se uma cavalheiro. Ele abandona a vida de pobreza, é acompanhado por um tutor e passa por grandes transformações. Contudo, uma coisa não muda: seu amor por Stella.

A narrativa

A história é contada por um narrador onisciente, mas que não aparece muito, é quase invisível. A narrativa de Dickens é fluida, nada complexa e atemporal, sem marcas de época, que rebuscam a escrita. 

Minhas impressões e expressões

Dickens sempre trata de órfãos sofredores no século XIX. Isso, aparentemente, faz sua obra parecer repetitiva, no entanto, sua narrativa é tão agradável que não nos cansamos, somos envolvidos e nos apegamos aos personagens. Por outro lado, sempre lamentei o fato de ele não explorar mais diretamente as condições miseráveis em que vivia os pobres trabalhadores muito explorados do século XIX.

Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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