Resenha: A ilustre casa de Ramires (Eça de Queirós)

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 Mais um livro do Eça de Queirós. Preciso sair dessa vibe de literatura portuguesa do século XIX… Enquanto isso não acontece, fiquemos com…

A ilustre casa de Ramires, de Eça de Queirós

O enredo

Gonçalo Ramires, um bem-nascido, oriundo de uma tradicional família portuguesa, morador de uma pequena vila, tem vontade de entrar na política. Paralelamente, um amigo seu o convida para escrever um romance que será publicado nos Anais de Literatura. Mesmo sem ter nenhum talento literário, Gonçalo aceita a proposta com o objetivo de ganhar projeção e ter sua pretensa carreira política facilitada. Ele resolve fazer uma ficção protagonizada por um ancestral seu que viveu no século XIII, Tructesindo Ramires, fiel cavaleiro do rei D. Sancho I, que se envolve em vários episódios de cavalaria. Por não ter talento literário, Gonçalo copia o poema escrito por um tio em anos passados e publicado num jornalzinho e o transforma numa prosa mal ajambrada. Com esse expediente na literatura, já podemos supor o tipo de político que poderá tornar-se.

A narrativa

O texto é narrado em terceira pessoa do singular, mas tem dupla narração, pois há uma estória dentro de outra estória. Numa leitura pouco atenta, podemos nos confundir sobre os contextos.

Minhas impressões e expressões

É uma obra com um belo enredo, pois conta a história de Portugal em séculos passados e a compara com o período atual, o do momento da escrita. Os dois Ramires, Gonçalo e Tructesindo, representam, respectivamente, o Portugal contemporâneo de Eça e o Portugal dos tempos áureos.

Confesso que tive dificuldades para ler esse livro. Primeiramente li 20% do livro e não consegui me concentrar e me apegar em personagem algum. Recomecei a leitura, mas ainda assim foi arrastado. Não sei. Acho que o problema sou eu.

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Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente! 

Muito +

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