Resenha: Infância (Graciliano Ramos)


Infância, de Graciliano Ramos
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Venho falar de um dos meus autores nacionais favoritos, do qual já falei muito por qui:

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Com vocês:

Infância, de Graciliano Ramos

O enredo

Infância é um livro autobiográfico que narra fatos da vida do autor num período mais ou menos de 8 anos, desde a infância até a adolescência. No livro são pontuados momentos de sofrimento do pequeno Graciliano: as surras que levava, o pai severo, a mãe rude, a escola inóspita… São as percepções de um garoto que começa a interagir com o mundo de maneira desconfortável. Ele percebe relações de injustiça, se sente inadequado e fica entre a resignação e o inconformismo. Resignação por falta de perspectiva; inconformismo porque já tem perfil crítico e sensível. Até que ele descobre a literatura e entra em contato com um mundo totalmente novo, diferente de tudo que está acostumado, o que proporciona a ele possibilidades de viagens por mundos e tempos longínquos e de vidas diferentes das que conhece.

A narrativa

O texto é autobiográfico, logo, narrado em primeira pessoa pelo narrador. 

Minhas impressões e expressões

É um livro muito tocante, por meio do qual compreendemos melhor o contexto do autor e, principalmente, sua perspicácia e sensibilidade. Também percebemos suas inspirações para criação de tipos tão duros, secos e aparentemente insensíveis. Os tipos de Vidas secas podem ter sido inspirados nesses de Infância. Fabiano, de Vidas secas, poderia ser o próprio Graciliano representado neste livro: sujeito maltratado pela vida, mas que percebe que muita coisa não está certa ou justa, são personagens que têm dificuldade de se sentirem aderentes ao contexto em que vivem.

Já comentei em alguns vídeos que Graciliano tem uma habilidade narrativa muito boa. Ele consegue despertar no leitor as emoções que os personagens sentem, isso é perceptível principalmente em Angústia.

Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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