Resenha: A invenção de Morel (Adolfo Bioy Casares)

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Venho falar de uma obra um pouco diferente do que eu estou acostumada a ler e de um autor que nunca havia lido antes:

A invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares

O enredo

Um fugitivo, condenado à prisão perpétua, decide se esconder numa ilha sobre a qual ficou sabendo que as pessoas de lá contraíam uma doença estranha que as faziam definhar. Ao considerar que é o local perfeito para um esconderijo, ele resolve ir para lá. Como sua condição não o permitia se expor, ele começa a observar as pessoas e o movimento da ilha. Ele se apaixona por uma das habitantes da ilha, Faustine, mas percebe que ela está bem próxima de um outro cara, o Morel. Ao encontrar os escritos de Morel, o fugitivo descobre o que realmente acontece lá, o que Morel faz com aquelas pessoas, enfim, a invenção de Morel.

A narrativa

O texto é narrado em primeira pessoa pelo fugitivo, que não pode se expor e tem que tentar descobrir tudo de maneira distanciada. Esse tipo de narrativa nos faz ir descobrindo tudo ao mesmo tempo com ele. Todos somos voyeurs.

Minhas impressões e expressões

Se pensarmos em ilha/Morel, lembraremos de ilha/Moreu. As semelhanças não param por aí. As experiências em uma ilha parece sempre ser tema recorrente na literatura,não? 

Por ser uma leitura rápida, a obra não chega a nos angustiar, mas nos causa incômodos, não dá para negar. Ah… estava esquecendo de dizer uma coisa: o Bioy Casares é muito comparado ao Jorge Luis Borges, de quem era grande amigo, e ganhou o prêmio Nobel de Literatura.

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 Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente! 

Muito +

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