Resenha: A trégua (Mario Benedetti)

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 Mais uma leitura latino-americana. Dessa vez, resolvi conhecer a escrita de um escritor do qual já ouvi muito falar, principalmente em razão de sua obra mais conhecida. Refiro-me a…

A trégua, de Mario Benedetti

O enredo

A poucos meses de se aposentar, Martin Santomé começa a relatar sua vida num diário. O peso de trinta anos de trabalho numa atividade burocrática de uma repartição pública, a viuvez ainda jovem e a dificuldade de relacionamento com os três filhos, tornaram Santomé melancólico, pouco animado. O contar dos dias até a aposentadoria começa a fazer parte de sua rotina plácida, previsível, até que ele se percebe interessado por uma colega de trabalho, sua subordinada, com idade para ser sua filha. Diante desse novo amor, Santomé, enfrenta várias emoções, como desejo, medo, angústia e paz. A diferença de idade entre eles pontua seus medos e dá o tom do relacionamento, até acontecer um imprevisto. 

A narrativa

O formato diário, nos coloca em contato com os pensamentos mais íntimos de um personagem, mas também em contato do que ele considera realidade, ou seja, de sua visão subjetiva da vida. Talvez por conta da idade, o relato de Santomé é bem lúcido, honesto consigo mesmo, sem desculpas ou justificativas que visam a vitimização. 

Minhas impressões e expressões

Essa é uma linda história de amor na maturidade. A forma como Santomé se enxerga e lida com os acontecimentos revela grande honestidade de si para si. Ele reconhece suas fraquezas, assume seus interesses e, apesar de não ser a pessoa mais entusiasmada do universo, tem coragem para vivenciar suas emoções da melhor maneira que consegue. 

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Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente! 

Muito +

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