Resenha: Las buenas conciencias (Carlos Fuentes)

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Havia muito tempo que não lia em espanhol, já que uma de minhas promessas literárias para 2015 foi ler mais em outros idiomas, me enveredei na leitura de…

Las buenas conciencias, de Carlos Fuentes

O enredo

Jaime Ceballos é um adolescente envolvido em conflitos religiosos, morais e sociais. Vindo de uma família tradicional e muito bem conceituada numa pequena cidade do México, ele confronta o comportamento de seus familiares com a defendida e apregoada moral cristã. Percebe que a dinâmica social não se assemelha ao que é prescrito no evangelho e que os ensinamentos de Cristo necessitam serem postos em prática. Além disso, se dá conta de que os membros de sua família, cada um a seu modo, são hipócritas e frustrados. Em meio a tantos descompassos, Jaime busca sua identidade, procura entender no que realmente acredita.

A narrativa

Se eu fosse fazer uma análise literária, diria que nesta obra o que tem mais valor é a narrativa. No começo da obra, para contextualizar e explicitar a solidez da família Ceballos, Fuentes descreve como aos poucos os Ceballos de gerações anteriores vão sedimentando-se na cidade. Nessa parte, nossa atenção não é “fisgada”.  Mas quando estão em voga os conflitos dos personagens, a narrativa muda, passando da descrição para o fluxo de consciência, mesclando a voz do narrador com a voz dos personagens, imprimindo no texto a angústia por qual passa cada um.

Minhas impressões e expressões

Até então, não havia lido nada desse autor mexicano; a obra mais famosa dele é A morte de Artêmio Cruz, livro que comprei com esse em minha visita ao México. Confesso que fiquei positivamente impressionada, pois a escrita dele é muito boa, sua narração nos faz lembrar sequências de filme. Se não tivesse me comprometido (e publicado aqui no blog) a ler várias outras coisas, em seguida já leria A morte de Artêmio Cruz, mas acho que este terá que aguardar até ano que vem. Ou não. Vai saber…

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Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!

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