Resenha: Lolita (Vladimir Nabokov)

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 Não resisti e não me furtei. Não poderia deixar de tratar de um livro tão polêmico neste blog. Com vocês:

Lolita, de Vladmir Nabokov

O enredo

Humbert, um professor de literatura francês, vai para os EUA e procura um local para se hospedar, situação em que encontra a chata sra. Haze. Estava decido a não ficar com a locação até ver a filha dela, Lola, tomando sol de biquíni no jardim. Lola tem 12 anos; Humbert, por volta dos 40.  Ele, um maníaco confesso, se casa com a sra. Haze apenas para ficar perto de Lola, Lolita. Acontece um acidente com a mãe de Lolita e Humbert se vê sozinho com a garota e os dois sem envolvem, transam, e passam a viver assim: transando, mudando de endereço e fazendo as demais pessoas acreditarem que são pai e filha. A situação é desconfortável para Lolita, mas Humbert não cogita viver sem ela. 

A narrativa

 Narrado em primeira pessoa por Humbert, este livro é pura poesia, embora trate de um conteúdo bem pesado. Avaliem o primeiro parágrafo:

Na escrita percebemos um habilidoso e libidinoso narrador, que usa as palavras para ironizar e poetizar seus desejos mais insanos e recônditos. Muitas pessoas não conseguem ler o livro porque o narrador é descarado e pedófilo assumido.

Minhas impressões e expressões

Podem me julgar, mas confesso que esse é um dos textos mais bonitos e bem feitos que já li. Também é uma das melhores constituições psicológicas já feitas. Odiamos Humbert, mas admiramos Humbert. Odiamos por seus atos; amamos por sua escrita. Humbert desperta no leitor sentimentos contraditórios e, ao mesmo tempo, sentimentos muito fortes. É impossível ficar indiferente a essa história. Se você quiser saber minhas impressões e expressões dessa história pesada e lírica (sim, isso é possível), assista ao vídeo abaixo:

Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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