Resenha: Memórias póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)

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Dessa vez, venho falar de uma obra master-plus-premium. Pela terceira vez eu li:

Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

O enredo

Com a sabedoria do desapego proporcionado pelo ato de desencarnar, o defunto Brás Cubas decide narrar sua ex-vida. Bem-nascido, Cubas tem um vida despreocupada, em termos materiais, e desapegada, em termos empáticos ou de compaixão. Explicando melhor: paparicado pelo pai desde pequeno, Cubas cresceu sem muita sensibilidade para com o outro. Sua vida não teve grandes derrotas, mas também não teve conquistas ou êxitos: quase se casou, mas não casou; tentou a política, mas não deu certo; e por aí vai. As mulheres que passaram por sua vida: a primeira era interessada em bens materiais; a segunda, era manca um grave “defeito” para os olhos de uma pessoa insensível; a terceira, o trocou por outro. Pouco coisa mais aconteceu em sua vida; até que morreu.

A narrativa

Como o próprio título da obra já indica, é o próprio defunto Brás Cubas que narra sua história; primeiramente do fim para o meio, depois, do meio para o fim. É interessante observar que o Cubas-defunto não absolve nem condena as atitudes do Cubas-vivente, mas deixa evidente, nos pequenos detalhes, que foi um escroque.

Minhas impressões e expressões

É uma narrativa maravilhosa! Nela, Machado faz o que fazia com primazia: a partir de um enredo banal construir uma narrativa soberba. Começamos a nos deliciar pela escolha do foco narrativo, do narrador da estória; depois nos encantamos com a erudição, a ironia, a evidência do complexo caráter do personagem principal. 

Não posso deixar de falar que a obra tem os mais lindos começo e final de romance que já vi. É um espetáculo!

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Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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