Resenha: A menor mulher do mundo (Clarice Lispector)

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A menor mulher do mundo, de Clarice Lispector  é um dos meus contos da vida! Lindo! Não sei qual é mais encantador: O Búfalo ou esse? Sei lá…. ambos são lindos. Descubram o por quê:

O enredo

Numa selva equatorial africana é descoberta, por um explorador francês, a menor mulher do mundo: Pequena Flor. A repercussão do caso causou reações diversas em ambientes distintos. E ponto. 

A narrativa

O conto é narrado em terceira pessoa por um narrador onisciente, pouco intruso. Essa escolha faz com que o narrador apareça menos, deixando os personagens falarem por si. E falam. Nesse conto, devemos ter atenção especial aos comentários que cada um faz a respeito da existência de Pequena Flor.

Minhas impressões e expressões

Como já disse, ao lado de O búfalo, outro conto de Clarice Lispector (ver resenha aqui), esse é o texto mais lindo que já li. Estou fazendo um esforço danado para não analisar o conto e revelar mais detalhes. O texto é muito bonito, contudo, ao mesmo tempo, revelador de partes perversas da alma humana. Sabem por quê? Porque Pequena Flor é feliz. Como uma mulher pequena, negra, “primitiva”, africana pode ser feliz? Isso incomoda. Gente feliz – ou bem resolvida, como queiram – sempre incomoda. Pequena Flor não me incomodou, mas confesso que senti inveja dela, pois eu também gostaria de ter uma árvore só para mim.

Se você também quiser se encantar com a Pequena Flor, leia o conto aqui.

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Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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