Resenha: A morte de Artêmio Cruz (Carlos Fuentes)

A morte de Artemio Cruz, de Carlos Fuentes
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Mais um de literatura latino-americana, mais um de Carlos Fuentes, o segundo do autor neste blog. Eis um livro que me surpreendeu muito:

A morte de Artêmio Cruz, de Carlos Fuentes

O enredo

Aos 71 anos Artemio Cruz está moribundo em seu leito de morte. Apesar da debilidade física, ele tem total consciência de seu estado de saúde. E tem memória. Artemio Cruz se lembra de seu passado de guerrilheiro, quando combatia na Revolução Mexicana. Sua participação na Revolução não era para defender uma causa ou a pátria. Ele agia em benefício próprio: quando interessava, ele lutava ao lado dos revolucionários; quando parecia mais favorável, ele defendia o governo. Assim ele agiu durante as várias fases da Revolução. Artemio Cruz foi um grande oportunista que não teve escrúpulos em prejudicar os mais pobres, espoliar índios etc. Cometeu as piores atrocidades para enriquecer e se dar bem. E agora está morrendo.

A narrativa

A forma de narrar desse livro é um de seus grandes trunfos. Temos três focos narrativos diferentes: o do próprio Artemio Cruz, com 71 anos e a consciência de seu processo de morte; um narrador onisciente que descreve as ações do Artemio Cruz do passado; algo como o superego de Artemio Cruz, que prescreve as más ações dele, evidenciando seu caráter. Sensacional!

Minhas impressões e expressões

Esse livro me surpreendeu positivamente. A Revolução Mexicana teve várias fases e muitos altos e baixos, tanto que temos vários nomes que se destacam neste conflito: Porfirio Diaz, Francisco Madero, Emiliano Zapata, Pancho Vila, dentre tantos outros.  Porém o mais lembrado até hoje pelos mexicanos é Zapata, que tem defensores até os dias atuais. Voltando ao livro, Artemio Cruz praticamente passa por um julgamento a partir da avaliação de sua vida. Muito bom.

Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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