Resenha: Mrs. Dalloway (Virgínia Woolf)

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Venho falar de uma obra sem meio-termo: ou a amam ou a odeiam: 

Mrs. Dalloway, de Virgínia Woolf

O enredo

Londres, década de 1920. Clarissa Dalloway, uma senhora por volta dos cinquenta anos, bem casada, classe média alta (ou rica) vai dar uma festa. Ela sai para comprar flores e essa experiência aparentemente singela, desencadeia encontros e reflexões que a fazem pensar sobre a própria vida. Paralelamente, há a figura do Septimus, amigo de Clarissa, um ex-combatente da Primeira Guerra Mundial que apresenta transtornos em razão da guerra. A festa de Clarissa é um elemento que, de alguma forma, aglutina as questões abordadas no texto: as visões dos amigos de Clarissa sobre ela e dela sobre ela mesma. O que talvez não seja tão evidente, é que essa obra trata do clima do período entre guerras.

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A narrativa

A questão literária principal desse romance é a narrativa. A forma de narrar é o que muitos chamam de fluxo de consciência, mas eu acredito que esteja mais próxima do discurso direto e indireto livre, situação em que os pensamentos de narrador e personagens ora se fundem, ora se separam. Outra questão interessante é o tempo do narrado. Tudo que se passa nesse romance, em termos cronológicos, acontece desde o momento em que Clarissa sai para comprar as flores e a festa que ela oferece à noite. O enfoque maior é no tempo interior de cada personagem e suas percepções sobre a própria vida e a vida de Clarissa.

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A título de curiosidade, em Bogotá encontrei um livro ilustrado que é um complemento ao Mrs Dalloway. Nessa edição, é dada continuidade ao destino dos personagens.

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 Creio que esse livro já é um indicador sobre a história de Virgínia Woolf: há quem pense que ficou incompleta, faltando alguma coisa.

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Minhas impressões e expressões

É muito fácil não gostar dessa obra, mas eu gostei. Não é um romance fácil em várias perspectivas: enredo, narrativa e momento histórico. Ficou interessado(a)? Assista ao meu vídeo com uma pequena análise da obra.

Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente! 

Muito +

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