Resenha: O caçador de pipas (Khaled Hosseini)

0 Flares 0 Flares ×

Dessa vez tratarei de uma história bem famosa que até virou filme. Não sei bem explicar porque eu vi o filme, li o livro e também a HQ, isso não costuma acontecer comigo. Por isso, acho que posso tratar com certa propriedade de…

O caçador de pipas, de Khaled Hosseini

O enredo

Amir e Hassan, duas crianças de mais ou menos 7 anos, são grandes amigos e vivem em Cabul, Afeganistão. Amir tem nível social mais elevado e mora com seu pai; Hassan também mora com seu pai e ambos trabalham para o pai de Amir. Hassan é um hazara, casta descendente dos mongóis com boa representatividade no Afeganistão, mas que sofre preconceito e é considerada inferior; como consequência dessa condição, os hazaras fazem serviços subalternos, rejeitados. Amir disputa campeonatos de pipas e Hassan busca as pipas cortadas (pelo cerol) para o amigo. Ambos juram amizade e lealdade eternas até que acontece um episódio que coloca à prova a lealdade e a coragem de Amir em relação a Hassan. A partir desse fato, a relação entre eles muda radicalmente, e a constante presença de Hassan na casa de Amir é a constante lembrança do posicionamento de Amir no decisivo episódio. A situação política do país torna-se complicada por causa do regime talibã, Amir e seu pai migram para os Estados Unidos para refazer a vida. Passados muitos anos, Amir se vê obrigado a voltar ao Afeganistão e retomar a história que deixou para trás com Hassan.

A narrativa

O livro é narrado em primeira pessoa por Amir em sua fase adulta. O que isso significa? Que temos que lidar com a subjetividade (interpretações e emoções) de um personagem diretamente envolvido na história e, também, com o distanciamento temporal, já que são narrados episódios que ocorreram anos atrás. A combinação desses dois fatores pode ter resultado um pouco complicado, não confiável, mas não me parece ter sido o caso dessa obra. 

O desenho

O desenho é bem feito e muito expressivo. Reparem:

IMG_20150117_122114181[1]

Gosto muito desse tipo de traço, que atribui expressão mais humana aos personagens. 

IMG_20150117_122147818[1]

Minhas impressões e expressões

Creio que o ponto forte dessa história é nos mostrar um pouco da cultura afegã. Conhecemos tão pouco sobre as culturas não ocidentais… Eu, pelo menos, conheço bem menos do que gostaria. Por outro lado, a história é formatada aos moldes da cultura americana. Explicando melhor: o desenrolar da história e o término dela é clichê dentre as histórias de filmes e livros americanos, o que para mim não é muito positivo, pois é altamente previsível e moralista.

DSC_0165 IMG_20150117_122047396_HDR[1]

Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!