Resenha: O cemitério dos vivos (Lima Barreto)


0 Flares 0 Flares ×

Depois de O triste fim de Policarpo Quaresma e de Recordações do escrivão Isaías Caminha….

+ Resenha: O triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto

+ Resenha: Recordações do escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto

trouxe uma obra tocante de Lima Barreto. Por seu vício em álcool, o autor é internado num manicômio. Nesse espaço, ele escreve um diário, onde registra sua percepção do local e das pessoas que lá estão reclusas. Essa percepção está registrada em:

O cemitério dos vivos, de Lima Barreto

O enredo

O dia-a-dia, os hábitos e o tratamento recebido pelos internos não registrados com aguçada e sensível percepção do autor. Ele não está louco, apenas foi recolhido ali porque tinha alguns surtos em razão do alcoolismo. O fato de não estar louco faz com que sua passagem por ali seja ainda mais sofrida, pois tem consciência e analisa tudo que acontece e percebe o desrespeito com que os internos são tratados. Paralelamente, o autor conta um pouco de sua vida, assim, descobrimos a influência de Dostoiévski em sua vida, como começou a escrever, sua vida conjugal, seu papel de pai… O autor avalia a própria vida e reconhece suas falhas.

A narrativa

O livro é autobiográfico, logo é narrado em primeira pessoa pelo próprio Lima Barreto.

Minhas impressões e expressões

É uma obra muito triste e sensível. Acredito que Lima Barreto é um autor que não tem o reconhecimento que merece.  Perceber-se são num espaço para loucos é realmente para enlouquecer qualquer um. Aliás, pelas descrições feitas, o espaço não é para curar ninguém, é, antes de tudo, para afastar do convívio de “pessoas sãs”, depois disso, seguem os métodos dos funcionários do manicômio, que estão mais próximos da tortura do que da cura. Além de escrever bem, Lima Barreto refletia com muita qualidade.

Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

Veja todos os posts em que comento sobre Lima Barreto

Veja outras resenhas de literatura brasileira