Resenha: O colecionador (John Fowles)

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Hoje venho indicar um livro perturbador. Estou falando de…

O colecionador, de John Fowles

O enredo

Frederick Clegg, um funcionário público de mais ou menos 25 anos, é uma pessoa introspectiva que mora com a tia e a prima deficiente. Um dos seus passatempos é seguir a vida de Miranda Grey, uma linda jovem, burguesa e estudante de artes. Outro passatempo é colecionar borboletas (capturá-las e empalhá-las). Frederick ganha uma fortuna na loteria, paga viagem para tia e prima para a Austrália, compra um casarão afastado da cidade e sequestra Miranda. A convivência dos dois se passa assim: ele faz e compra tudo para agradá-la; ela o humilha, xinga e quebra as coisas dele. Ele não é agressivo e diz apenas querer que ela o conheça melhor e passe a gostar dele. Essa relação deles (ele querendo agradá-la; ela tentando fugir) dura por toda situação de cativeiro, que dura uns 2 meses. O título do livro não é por acaso; Frederick junta suas duas paixões nesse sequestro: Miranda e o ato de colecionar.

A narrativa

O relato é feito em primeira pessoa. O romance é estruturado em quatro partes sendo que as duas primeiras são grandes; as duas últimas, curtas. Apenas a segunda parte é narrada pela sequestrada por meio de um diário.

Minhas impressões e expressões

A relação entre os dois é muito tensa. Não é uma condição de confinamento comum, as personalidades em questão são bem problematizadas. O final é assustador. Esse é um daqueles livros que ficamos pensando sobre ele bom tempo depois de termos acabado a leitura. No vídeo abaixo comento várias outras questões sobre a obra. Confiram!

Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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