Resenha: O corcunda de Notre-Dame (Victor Hugo)

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 Venho com mais uma obra de um autor que eu adoro! Com vocês:

O corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo

O enredo

Paris, segunda metade do século XV, período medieval, reinado de Luís XI, época em que a cidade é tomada por ciganos, artistas de rua, mendigos etc. e as construções são góticas, e as vielas estreitas. Nesse contexto vivem Esmeralda, uma linda cigana que ganha a vida fazendo apresentações de dança nos espaços públicos; o arcediago Claudio Frollo que adotou Quasímodo, um rapaz coxo, corcunda e caolho, que ficou surdo de tanto tocar os sinos da catedral de Notre-Dame. Ao ver Esmeralda dançar na rua, Claudio Frollo se apaixona por ela, de maneira possessiva e violenta. Quasímodo também se apaixona por Esmeralda, mas de maneira platônica e inocente. Porém, a jovem gosta mesmo é de Febo, um membro da guarda real que já está comprometido e tem apenas a intenção de se aproveitar dela. Resumindo a estória, Esmeralda é acusada de uma tentativa de assassinato da qual ela é inocente. Para impedir a morte dela, Quasímodo a leva para a catedral de Notre-Dame, local que não poderá ser violado pela justiça. Porém, as coisas fogem ao controle e muita coisa vai rolar envolvendo esses personagens.

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A narrativa

O texto é escrito por um narrador que está em 1830, mais ou menos, olhando para o passado com um delay de 350 anos. Temos assim um narrador que vai nos pontuando cenários, revelando fatos históricos e falando diretamente com a gente. Temos, por exemplo, isso:

“Essa lei, por mais estranha que possa parecer ao leitor, é ainda hoje escrita conforme a legislação inglesa. Veja o Burington’s Observations.”.

A narração de Victor Hugo é sempre muito envolvente, condutiva. Gosto muito disso. 

Minhas impressões e expressões

 Só tenho uma coisa a dizer aqui: não é uma história de amor, não importa o que a Disney conta. Se pensarmos que o nome original do livro é Notre-Dame de Paris, já temos uma boa indicação. Digo muito mais no vídeo abaixo, inclusive sobre o contexto histórico, que tem grande peso na obra.

Vejam também um vídeo, uma reconstituição em 3D da Paris Medieval:

 Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente! 

Muito +

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