Resenha: O crime do padre Amaro (Eça de Queirós)

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 Li um clássico da literatura portuguesa muito lembrado nos vestibulares da vida:

O crime do padre Amaro, de Eça de Queirós

O enredo

Ao chegar na cidade de Leiria, Amaro o novo pároco tem ajuda de seu antigo mestre, cônego Dias, morador do local, para se estabelecer à casa de D. Joaninha, mãe de Amélia, a rapariga mais bonita da cidade. Amaro, padre jovem, bonito, que seguiu o sacerdócio por imposição familiar, logo se percebe atraído por Amélia, que o corresponde. Os dois mantêm um caso por vários meses até que um acontecimento muda a vida de ambos, principalmente a de Amélia.

A narrativa

 O relato é em terceira pessoa feito por um narrador onisciente que quase não aparece, mas percebemos Eça de Queirós na obra por meio da fala do Dr. Gouveia.

Minhas impressões e expressões

Eça de Queirós faz uma contundente crítica à hipocrisia da igreja. Ele apresenta todos os membros do clero envolvidos em situações condenáveis perante a igreja e, o que é pior, não sentem culpa por isso. São hipócritas e aproveitadores. No caso de Amaro, além de hipócrita, é também uma figura passional e egoísta.

É uma bela obra representante do realismo-naturalismo, que mostra o comportamento de Amaro como resultado do meio em que viveu e das influências que sofreu.

Gostei muito da obra. A coragem de abordar o tema e a forma como o abordou fez com que Eça de Queirós subisse em meu conceito, que já era bom.  

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 Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente! 

Muito +

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