Resenha: O estrangeiro (Albert Camus)

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 Não pude deixar de reler este livro, não pude deixar de fazer post sobre ele e não pude deixar de fazer vídeo sobre ele. Sim, o livro é tudo isso!

O estrangeiro, de Albert Camus

O enredo

Meursault recebe um telegrama do asilo avisando que sua mãe morreu. Ele não sabe ao certo o dia em que ocorreu o falecimento, mas também não se importa muito. Vai para o velório, cochila e é observado com reprovação. Oferecem café a ele, que aceita e é observado com reprovação. No dia seguinte encontra um ex-affair, namora, assiste a um filme de comédia e segue a vida. Para Meursault tudo tanto faz, as coisas acontecem de um jeito, mas poderiam acontecer de outro; ele não tinha culpa. Até que, ao ir à praia com um amigo, ele faz algo errado e passa a ter culpa. Porém, todos o condenam não pelo que fez de errado, mas por não ter chorado no enterro da mãe. 

A narrativa

O relato é feito em primeira pessoa pelo próprio Meursault. É uma escrita concisa, sem apreciação psicológica, deixando para o leitor chegar a suas conclusões e fazer suas avaliações ou julgamentos.

Minhas impressões e expressões

É um livro muito bom, que trata da perspectiva existencialista de Camus e aborda a questão do absurdo. Meursault simplesmente se recusa a cumprir papéis sociais que não fazem sentido para ele. Neste ponto, ele dialoga com a perspectiva de Sartre: a má-fé. Se para o existencialismo nos fazemos a partir da existência (nascemos nada), não faz sentido o cumprimento de papeis pré-determinados. Se quiser conhecer mais sobre a obra e também minhas impressões e expressões sobre ela, assista ao vídeo abaixo. 

Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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