Resenha: O poço e o pêndulo (Edgar Allan Poe)

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Neste post, tratarei de um conto bem famoso de Edgar Allan Poe: O poço e o Pêndulo. Creio que esse conto é um dos mais famosos do autor na categoria “contos de horror”. Vamos lá?

O enredo

A história trata de um condenado durante o período da Inquisição na Espanha. O condenado está preso, à espera da morte e  “experimentando” objetos sofisticados de tortura, como o poço e o pêndulo. Paro por aqui para evitar spoiler, mas copio um trecho do texto para vocês entrarem no clima.

“[Os ratos] Haviam devorado, apesar de todos os meus esforços para o impedir, quase todo o alimento que se encontrava no prato, salvo uma pequena parte. Minha mão se acostumara a um movimento oscilatório sobre o prato e, no fim, a uniformidade inconsciente de tal movimento deixou de produzir efeito. Em sua voracidade, cravavam freqüentemente em meus dedos os dentes agudos. […]”.

A narrativa

Para ter a força que tem, esse conto não poderia ser narrado de outra forma que não em primeira pessoa, ou seja, o próprio protagonista. Experienciamos com a personagem o ambiente inóspito e sentimos com ele a angústia, o desespero, a dor… 

Minha impressões e expressões

É angustiante e até claustrofóbico. Sentimo-nos juntos à personagem. Que aflição! Éhhh… a tortura medieval não é famosa por acaso.

***

Em 1961, este conto de Poe foi adaptado para o cinema, com título homônimo. No Youtube esse filme está completo; vi um trecho, mas não gostei, romanceado demais. O que sentimos ao ler o conto, nem de perto se assemelha ao nosso estado emocional ao assistirmos à série das cenas de ações do filme. Mas se você quiser assisti-lo, está aqui. Se preferir ler o conto, encontre-o aqui.

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Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!

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