Resenha: O seminarista (Bernardo Guimarães)


O seminarista, de Bernardo Guimarães
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Voltei à Bernardo Guimarães. Quem não se lembra dele por aqui é porque não leu esta resenha:

+ Resenha: A escrava Isaura, de Bernardo Guimarães

Mas agora a obra é outra. Com vocês:

O seminarista, de Bernardo Guimarães

O enredo

Eugênio e Margarida crescem juntos na fazenda do pai dele. Margarida é filha de família agregada à fazenda. Os dois são muito unidos e ficam de namorico. Até que Eugênio teve que ir para o seminário. Mesmo afastado de sua amiga, Eugênio não consegue esquecê-la, mas não consegue identificar o que sente por ela. Numa visita à família e, consequentemente, num reencontro com Margarida, ele percebe que não pode ser padre porque é completamente apaixonado por ela. A família dele não permite a desistência do seminário e o faz crer que Margarida se casou, fato que o leva a se dedicar à vida eclesiástica. Mas a mentira é descoberta, e a história muda de rumo.

A narrativa

O texto é narrado em terceira pessoa, por um narrador onisciente.

Minhas impressões e expressões

Essa história é clássica no século XIX, época em que as famílias decidiam o rumo profissional dos filhos, considerando as seguintes opções: advogado, médico e padre. Nesse caso especificamente, a decisão pela vida eclesiástica de Eugênio também é para “livrá-lo” de Margarida, moça com condição socioeconômica inferior à de Eugênio.

Ser amiguinha de infância tudo bem, mas casar já é demais, né! “Gente diferenciada” tem que saber qual é seu lugar. É claro que essas considerações não são feitas na obra, mas ficam subentendidas.

Essa história nos lembra Dom Casmurro, de Machado de Assis. Em ambas as obras: as moças são agregadas à família dele; ele não quer ir para o seminário, mas é forçado pela família; ela escreve o nome dos dois dentro de um coração no caule de uma árvore.

Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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