Resenha: O velho e o mar (Ernest Hemingway)

0 Flares 0 Flares ×

Trago mais uma obra de Hemingway, talvez o livro mais famoso dele:

O velho e o mar, de Ernest Hemingway

O enredo

No litoral de Havana, Cuba, o velho pescador Santiago trava uma das maiores batalhas (em termos de dificuldade e de duração) de sua vida: render um enorme peixe que fisgou seu anzol.

A narrativa

A estória é relatada em terceira pessoa, por um narrador onisciente que praticamente não se faz presente no texto. O texto é enxuto, com poucas descrições (tanto de contexto histórico quanto de ambientes e de perfis psicológicos), o que, ao meu ver, o torna mais imagético.  

Minhas impressões e expressões

É uma história de solidão. O título expressa bem o conteúdo do livro, pois parece que além dele e do mar sobra pouca coisa no universo do velho. A maior parte dos diálogos é desenvolvida entre ele e ele mesmo e entre ele e os peixes. É claro que não obtém resposta, né? Então não é diálogo, é monólogo. Quando conversa com outras pessoas – ou melhor, outra pessoa (fala apenas com o menino que o acompanha no início da obra) -, o velho é quase monossilábico; desenvolve melhor a fala quando está sozinho. Tanto o título quanto a forma de narrar corroboram o enredo, que expressa simplicidade, solidão e poesia.

DSC_1087

Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

Veja mais resenhas de literatura americana

Veja mais posts sobre textos de Hemingway