Resenha: On the road (Jack Kerouac)

On the road, de Jack Kerouac
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Venho falar de um autor novo por aqui, mas muito famoso por ter influenciado muitos jovens a buscarem a liberdade. Com vocês…

On the road, de Jack Kerouac

O enredo

Estados Unidos, década de 1950. Sal Paradise e seu amigo Dean cruzam o país se metendo em muitas aventuras pontuadas por álcool, drogas e sexo. O lema parece ser um só: liberdade. Liberdade ir onde se quer, liberdade para fazer o que quiser e com quem quiser, liberdade para ser o que acha que deve e o que acha que pode… A viagem não é mais um meio para se chegar onde se quer ou a travessia necessário a um destino, a viagem é o destino em si; a efemeridade e a fluidez são uma constante nessa história. 

A narrativa

O livro é, em parte, autobiográfico, logo é narrado em primeira pessoa do singular. O ritmo é bom, combina com o enredo de aventuras.

Minhas impressões e expressões

Esse livro inspirou vários filmes, porque também inspirou vários jovens que querem contestar, extravasar e se auto-afirmar. Tudo em nome da tal liberdade, a mesma que leva aqueles que não sabem para onde ir e nem aonde querem chegar. Nesse percurso, cidades vão e vem, pessoas vão e vem, interesses vão e vem. O que fica? Fica a vontade de movimento, de contestação e de experiências novas.

Essa é a geração beat ou geração beatnik, que foi algo muito parecido com a geração perdida. Para isso há explicações. A geração perdida é representada por jovens sem ou perspectivas que partiam para bebedeira e viajavam sem propósito após a Primeira Guerra Mundial; a geração beat fez a mesma coisa, mas deu mais peso à viagem sem propósito do que à bebedeira após a Segunda Guerra Mundial. Disso tudo podemos concluir que após uma guerra super abrangente e impactante, as pessoas ficam sem saber o que fazer e para onde ir, consequentemente, o resultado desse “nada” é o flerte com vícios.

Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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