Resenha: Os Maias (Eça de Queirós)

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 Mais um romance de Eça de Queirós. Vocês merecem. Esse autor narra muito bem.

Os Maias, de Eça de Queirós

O enredo

Portugal, século XIX. Temos três gerações da família Maia, sendo que a história do casal mais velho é bem resumida, a do casal intermediário é mais detalhada e a do casal mais jovem é a parte central do livro. Afonso da Maia casa-se com Maria Eduarda, com quem tem um filho: Pedro da Maia. Apaixonadíssimo, Pedro se casa com Maria Monforte contra a vontade de seu pai, Afonso, que se distancia do filho. Afonso não considerava Monforte digna de seu filho, achava-a leviana etc. Da relação de Pedro com Monforte nasce Maria Eduarda (neta da primeira), o xodó da mãe. Pouco tempo depois o casal tem mais um filho, Carlos. No meio tempo em que decidiam levar o neto para Afonso, na perspectiva de amolecer seu coração, o jovem casal hospeda um bonito italiano que aos poucos fica amigo do casal. Um dia Pedro encontra um carta de Monforte explicando que foi embora com o italiano e levou a filha, sem a qual não poderia mais viver. O menino, Carlos, ficou com Pedro, que, desesperado, sem saber o que fazer, foi procurar seu pai, Afonso. O velho recebeu o filho sem recrimina-lo e logo se encantou com o neto. Pedro não via mais graça em, e Afonso se encarregou da criação do neto.

O tempo passa, Carlos cresce, se forma em medicina, soube da história dos pais, mas continuou a vida. Até que conheceu Eduarda, uma linda moça por quem se apaixona e que também se apaixona por ele, mesmo sendo casada. A história do dois começa a ficar complexa quando o passado de Eduarda vem à tona, mas a grande surpresa ainda estava por vir.

A narrativa

A história é contada em terceira pessoa por um narrador deveras hábil. É onisciente e não se faz presente mesmo. Eça de Queirós narra muitíssimo bem. 

Minhas impressões e expressões

Gostei bastante da história, apesar de achar que poderia ter sido contada em menos páginas (minha edição tem umas 700 páginas). Porém, um romance do século XIX é descritivo mesmo, não tem jeito. O final me incomodou um pouco: pela forma que houve o desfecho e também pela abordagem dada. O tempo não resolve tudo, apenas nos ajuda a lidar melhor com as coisas, as lembranças ficam. 

Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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