Resenha: Pai contra mãe (Machado de Assis)

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Em homenagem, Na intenção do dia da Consciência Negra, neste post tratarei de meu escritor preferido e de um de seus contos que me é predileto:

Pai contra mãe, de Machado de Assis

O enredo

No contexto da escravidão brasileira, Cândido Neves, não se adapta a empregos convencionais e interessa-se em ser capturador de escravos, atividade informal e até sazonal. Apaixona-se e casa-se com Clara sem muitas condições de sustentar sua família, a situação agrava-se quando eles têm um filho. Evitando dar spoiler, paro por aqui.

A narrativa

O conto é narrado em terceira pessoa por um narrador que descreve de maneira não emocional (não é frieza) episódios de injustiças e de crueldade. Essa característica é típica de Machado de Assis. O começo do conto relata formas de castigo e de punição de escravos fugitivos de maneira a inventariá-los, recurso que nos dá a impressão de que a narrativa está tentando naturalizar as práticas. Só que não. Não seria um texto de Machado se esse recurso fosse utilizado com essa intenção.

Minhas impressões e expressões

Para mim, esse é um dos melhores contos de Machado. Nele, o autor mescla temáticas comuns em suas narrativas, mas ainda assim o conto surpreende. Não quero estragar a surpresa de quem pretende lê-lo, mas não posso deixar de fazer uma observação, ou uma fórmula: contexto de escravidão + a indicação de brancura no nome de Clara e de Cândido Neves (nome e sobrenome) + título do conto + última frase do conto. Machado de Assis, ô, homem danado!

Ficou com vontade de ler o conto? Encontre a versão integral aqui.

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Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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