Resenha: A paixão segundo G.H. (Clarice Lispector)

0 Flares 0 Flares ×

Resolvi ler um pouco de literatura brasileira contemporânea, resolvi também chutar o balde com a leitura de…

A paixão segundo G. H., de Clarice Lispector

O enredo

G. H., uma mulher de classe média alta, escultora, mora sozinha, é tocada por pequenos episódios que a incomodam e a fazem refletir sobre a vida. O ápice desse incômodo é uma barata que ela encontra no quarto da recém-ex-empregada. Antes da barata, o próprio quarto limpo da empregada, pessoa que ela mal tinha notado a existência, e, antes disso, uma imagem sua sorrindo numa fotografia antiga. Essa sucessão de acontecimentos desencadeou em G.H. um estado de desconforto consigo mesma que a fez repensar a própria vida.

A narrativa

O relato é um monólogo, uma fala em primeira pessoa com o vazio que lembra um fluxo de consciência, mas não é, creio que seja monólogo interior. Embora seja uma narrativa espiralada, está racionalmente organizada.

DSC_0952

Minhas impressões e expressões

Ler Clarice Lispector é um mergulho na subjetividade da personagem e na própria subjetividade. É uma leitura que pode angustiar ou pode ajudar a se libertar.

A quem nunca leu a autora, aconselho que antes de se enveredar por essa obra, leia o conto Amor (ver resenha aqui) e A bela e a fera (ver resenha aqui).

Se você quiser ver uma análise mais aprofundada sobre a obra (sem spoiler) e, também, uma comparação da obra com os contos  Amor e A bela e a fera, assista ao vídeo:

Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente! 

Muito +

Veja outras resenhas de textos de Clarice Lispector

Veja outras resenhas de literatura brasileira