Resenha: Remissão da pena (Patrick Modiano)

A remissão da pena, Modiano
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Sempre trato de literatura francesa por aqui, mas a maior parte das vezes abordo autores clássicos. Dessa vez, não, vou tratar de um autor contemporâneo, que ganhou o Nobel em 2014:

Remissão da pena, de Patrick Modiano

O enredo

França, segunda metade do século XX. Patrick e seu irmão são deixados pelos pais aos cuidados de umas amigas deles, uma delas é artista de circo. Fatos corriqueiros da infância são apresentados de maneira fragmentada, evidenciando a percepção do garoto sobre a realidade que o cerca. Há sempre algo incompleto, indefinido, não explicado… e, sobretudo, a espera. São reminiscências, mas também são ausências, reticências… 

A narrativa

Como é uma narrativa com viés autobiográfica, a narração é feita em primeira pessoa, com todas aquelas características de livros de memória, especificamente memória infantil: falta de linearidade de tempo, falta de encadeamento lógico etc.

Minhas impressões e expressões

É uma história sobre a espera. Confesso que quando terminei de ler o livro fiquei um pouco incomodada, com uma sensação de incompletude, de ausência. Mas depois me dei conta de que é isso mesmo: o autor quis concretizar a espera do garoto. Espera de quê? Da volta dos pais, de uma explicação, de se sentir incluído, de perceber que é importante…

Também é interessante pensar o título. O que é remissão? Remissão é perdão, a pena é perdoada. Qual é a pena? Provavelmente é a espera. Os pais são perdoados. Bonito, né?

Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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