Resenha: Terras do sem fim (Jorge Amado)


Terras do sem fim, de Jorge Amado
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Pela primeira vez neste blog trago resenha de um dos autores mais famosos do Brasil:

Terras do sem fim, de Jorge Amado

O enredo

Bahia, início do século XX. A região de Ilhéus é a terra prometida. A prosperidade cacau atrai pessoas em busca de fortuna. Nesse contexto, a família dos Badaró e o coronel Horácio da Silveira disputam um terreno, área produtiva para o plantio de cacau. Essa disputa de desdobra em incêndio criminoso, para destruir documentos comprobatórios sobre posse, tocaias e assassinatos. Paralelamente, o advogado do coronel Horácio da Silveira se apaixona pela esposa deste, com quem tem um caso. Amores, disputa e morte marcam essa história de coronelismo e de lei do mais forte.

A narrativa

O relato é feito em terceira pessoa por um narrador onisciente, quase invisível. O ritmo da narrativa é muito bom, mantém uma tensão equilibrada, que envolve o leitor.

Minhas impressões e expressões

É um livro muito bom! Fui positivamente surpreendida, mais interessante ainda se percebemos que essa questão de latifundiários fazendo suas próprias leis é bem atual. Não se briga mais por conta do cacau, mas ainda é motivo de disputa as reservas florestais etc.

Essa história também é autobiográfica, não na totalidade, mas em partes. A disputa por terra, a cultura do cacau e outros episódios, foram vivenciados por Jorge Amado em sua infância.

O fato de ainda não ter comentado Jorge Amado por aqui nada tem haver com características literárias do autor. A rede Globo explorou tanto as obras do autor (Tieta, Dona Flor e seus dois maridosTenda dos milagres, Tereza Batista, Gabriela cravo e canela, dentre outras) que eu sempre ficava com a sensação de que já conhecia tudo dele. Só que não.

Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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