Resenha: Trópico de Câncer (Henry Miller)

Trópico de Câncer, de Henry Miller
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Na década de 1920 muitos escritores foram para Paris tentar curar a ressaca ou buscar la belle époque de antes da Primeira Guerra Mundial. Parte desses escritores compunham o que conhecemos como geração perdida, dentre estes, temos Ernest Hemingway, Scott Fitzgerald, Ezra Pound… só para citar os mais famosos. Mas também havia ovelhas desgarradas por lá, como é o caso de Henry Miller, que contou sua experiência em…

Trópico de Câncer, de Henry Miller

O enredo

Os bulevares de Paris, as pensões baratas, os cafés de quinta categoria e os becos e altos e baixos de Montmartre são o cenário desse romance que descreve o avesso do glamour da capital francesa. Os bares e os prostíbulos aparecem em profusão nesse romance que relata a história de um escritor pobre e americano que vai para Paris trabalhar como jornalista. 

A narrativa

O relato autobiográfico é feito em primeira pessoa e sem sequência linear. O linguajar também faz parte do avesso do glamour: palavrões, palavrões e palavrões.

Minhas impressões e expressões

Após a Primeira Guerra Mundial a esperança de iluminação da cidade luz, palco dos iluministas, atraiu artistas do mundo todo que não sabiam mais o que fazer e para onde ir depois de uma guerra que deixou o ser humano nu e de frente para o espelho, sem poder evitar refletir sobre sua condição de fragilidade no mundo. 

Confesso que assim que terminei a leitura fiquei em dúvida se tinha ou não gostado do livro. Muito palavrão, muito caótico, muito… A repetição frenética do mesmo comportamento evidencia, além de um vazio, uma busca por je ne sais quoi. Mas acredito que toda busca, sem importar os meios e formas que toma, sempre tem como intenção última a procura por identidade, por interlocução. Considerando isso, ok, gostei.

Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

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