Resenha: Viagem ao fim da noite (Louis-Ferdinand Céline)

Viagem ao fim da noite, de Celine
0 Flares 0 Flares ×

Comecei a ler para o Projeto Guerras e Conflitos do Século XX e já parti para a Primeira Guerra Mundial. Confiram!

Viagem ao fim da noite, de Louis-Ferdinand Céline

O enredo

Ao combater durante a Primeira Guerra Mundial, Ferdinand fica atordoado com a condição em que é submetido: ter a vida quotidiana interrompida para matar ou morrer num campo de batalha. Ele vai combater na África colonizada, presencia o tratamento que os nativos recebem, mas nada o agrada menos por sentimentos humanitários do que pela falta de identificação com aquela situação.

Depois da guerra ele vai para os EUA e trabalha na Ford. Essa passagem é bem simbólica, pois evidencia o papel da América e sua pulsante industrialização, principalmente da indústria automotiva. Ferdinand também não gosta do que vê e do que vive. Total falta de identificação.

Quando volta para França, Ferdinand começa a trabalhar como médico no subúrbio de Paris. É um médico medíocre, que pouco se envolve ou se esforça para curar as pessoas. Nem em seu próprio país ele se sente confortável.

A narrativa

O relato é feito em primeira pessoa pelo próprio Ferdinand. Se o nome do personagem ainda o fez perceber, revelo que a história é em parte, se não no todo, autobiográfica. Temos uma narrativa pessimista, niilista e cínica que nos faz perceber as perdas dos referencias e a descrença em tudo.

Minhas impressões e expressões

Pessimismo, misantropia, niilismo… parece ser essa a tônica do pós-guerra. A fragilidade da condição humana em toda sua dimensão parece nunca antes ter sido revelada ou percebida. Outros romances como O lobo da estepe, de Herman Hesse (ver resenha aqui), Adeus às armas, de Ernest Hemingway (ver resenha aqui) também abordam essa situação.

Viaje na leitura, já que a vida real é insuficiente!

Muito +

Veja mais resenhas de literatura francesa