Resenha: Vida para consumo (Zygmunt Bauman)

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Dessa vez trago comentários de mais um livro de não ficção, excelente por sinal. Confiram.

Vida para consumo, de Zygmunt Bauman

O enredo

Nesse livro, Bauman nos apresenta o retrato da sociedade que estamos construindo: pessoas que mercantilizam sua subjetividade nas redes sociais, que valorizam a inclusão pelo consumo e que não valorizam a durabilidade das coisas e dos relacionamentos. O autor mostra que nos tornamos mercadoria num contexto que permite a inclusão social por meio do consumo. Nossa sociedade comete tantos excessos que: expomos em redes sociais coisas íntimas, que antes confessávamos em diários ou em divã de analistas, situações de segredo e de sigilo; não temos tolerância para consertar coisas que estragam e para contemporizar situações complexas em relacionamentos, e por isso descartamos coisas e pessoas de nossas vidas; há consultórios de estética que oferecem cartão de fidelidade para seus clientes; pessoas com poucos recursos deixam de comprar coisas que são elementares para sua sobrevivência para comprar objetos supérfluos para se sentirem incluídas. Nossa realidade contemporânea é líquida, flui sem lastro, situação que pode nos fazer deixar para trás coisas importantes que nos constituem.

 A narrativa

O texto é muito erudito, sem ser técnico e distante. Há várias citações e casos práticos para ilustrar a teoria.

Minhas impressões e expressões

Bauman sistematiza coisas que percebemos cotidianamente, mas não organizamos e nem damos o nome certo a elas. Medo das conclusões às quais poderíamos chegar? Talvez. A sistematização de nossa realidade cotidiana, embora não nos apresente nenhuma novidade, pode nos chocar.

Dentre tantos apontamentos, Bauman nos faz ver o mundo que construímos de modo acelerado, com ações repetitivas e irrefletidas, num ritmo que muitas vezes foge de nosso controle. É necessário que reflitamos sobre o que estamos fazendo.

Veja minhas impressões e expressões no vídeo abaixo.

Viagem na leitura, já que a vida real é insuficiente!