Rota de artista: Mário de Andrade

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Poeta? Escritor? Músico? Crítico? Ensaísta? Folclorista?… Tudo isso e um pouco mais. Não sei bem o que foi esse escritor de quem tanto gosto, só sei que foi importantíssimo para a história do Brasil e a cultura brasileira. 

Estou pensando que eu poderia traçar aqui traços da biografia do Mário de Andrade, mas isso é muito fácil de achar por aí. Por isso vou mostrar os lugares em São Paulo que foram marcantes na vida e na morte desse autor.  Vamos conferir?

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Mário de Andrade (São Paulo, 1893 – São Paulo, 1945)  não só nasceu e morreu em São Paulo, como passou sua vida aqui, nesta cidade onde há várias marcas do escritor. É-me impossível andar pelo centro de São Paulo sem me lembrar dele, que está em toda parte por aqui. Começando com a imagem acima, a casa onde ele nasceu, na Rua Aurora, 320

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Mário estudou na Escola Normal Caetano de Campos, atualmente Secretaria Estadual da Educação.

Dentre seus vários feitos, lecionou Música e História da Música no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, na Avenida São João. 

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Porém, Mario de Andrade é mais conhecido mesmo por ter sido um dos principais ideólogos do movimento modernista e também articulador da Semana de Arte Moderna, que aconteceu no Teatro Municipal, no Vale do Anhangabaú.

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Como a grande maioria já sabe, essa Semana ocorre em 1922. Além de Mario, outros grandes representantes do movimento foram Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Guilherme de Almeida, Anita Malfatti, dentre outros.

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No mesmo período da Semana de Arte Moderna, boa parte dos artistas desse evento o local Ponto Chic, no Largo do Paissandu para comer o famoso bauru. Dentre os famosos frequentadores estavam Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Raul Bopp e Anita Malfatti.

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Na rua Lopes Chaves, 546, Barra Funda, ele morou por muitos anos e morreu em 25 de fevereiro de 1945.

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Sua casa foi transformada numa oficina cultural. Achei isso ótimo, pois não temos muita experiência como essa por aqui – exceção para a Casa das Rosas, de Haroldo de Campos.

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E no Cemitério da Consolação, quadra 44, terreno 1, está enterrado Mário de Andrade. 

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Embora ele não tenha vivido para ver, uma das maiores e melhores bibliotecas do Brasil tem seu nome.

Biblioteca Mário de Andrade

A Biblioteca Mário de Andrade é a segunda maior biblioteca do país (a primeira é a Biblioteca Nacional).

Biblioteca Mário de Andrade

Dentre os inúmeros amigos com quem se correspondeu por vários anos, destaco Carlos Drummond de Andrade, que foi seu discípulo. 

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Além do romance Macunaíma (1930), publicou também poemas nos livros Paulicéia Desvairada (1922), Losango Cáqui (1926), Clã do Jabuti (1927), Remate de Males (1930), Poesias (1941), Lira Paulistana (1946) e O Carro da Miséria (1946).

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Poucos escritores cantaram São Paulo tão bem como Mário de Andrade. Sim, o verbo é cantar mesmo. Mario era músico e penso que seus poemas poderiam ser cantados. Já pensaram na Pauliceia desvairada cantada? Eu sim.

No Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, há um acervo de Mario de Andrade, que foi adquirido da família dele, em 1967, pela USP e doado ao IEB em 1968. Dentre as obras, creio que parte do destaque está para os mais de 30 mil manuscritos relacionados à prosa, à poesia, à trabalhos como crítico musical, dentre outros documentos.  

Mais uma informação: no Centro Cultural São Paulo, encontramos a coleção Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade.

Última boa notícia: como em 2015 completaram-se 70 anos da morte de Mário, em janeiro de 2016 sua obra já estará em domínio público.

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